Abinash Verma, uma figura de destaque na indústria açucareira, renunciou inesperadamente de seu cargo de diretor-geral na Associação Indiana de Usinas de Açúcar (Isma, na sigla em inglês), disse o órgão dos produtores em comunicado na sexta-feira, 29.
Como maior consumidor mundial do adoçante e o maior produtor depois do Brasil, a Índia desempenha um papel crucial no mercado mundial de açúcar. Desde 1º de outubro de 2022, quando começou a atual temporada de açúcar, as usinas indianas assinaram contratos para exportar um recorde de 8 milhões de toneladas do adoçante.
Com isso, as usinas de açúcar da Índia venderam volumes recordes do adoçante no mercado mundial sem nenhum subsídio.
Nos anos anteriores, o subsídio da Índia irritou fornecedores rivais, como Brasil, Austrália e Guatemala, o que os levou a reclamar com a Organização Mundial do Comércio (OMC), que no ano passado pediu a Nova Délhi que obedecesse às regras globais de comercialização.
Uma alta nos preços globais do açúcar encorajou a Índia a retirar seu subsídio à exportação de açúcar.
Em sua breve declaração, a Isma não deu uma razão para a saída de Verma. Ex-funcionário público, ele confirmou que renunciou, mas se recusou a dar uma razão para sua decisão de deixar a Isma depois de quase 12 anos como chefe do influente órgão da indústria.
No comando da Isma, Verma acompanhou a Índia tentando estabilizar sua produção de açúcar, a aumentar as exportações e aumentar a mistura de etanol com gasolina para reduzir as dispendiosas importações de petróleo.
Mayank Bhardwaj e Rajendra Jadhav