"Vamos continuar pesquisando para levar ingredientes que tenham valor a nossos clientes", diz Mário SteinmetzMenos popular que seus "pares" açúcar e etanol, as leveduras, subproduto da fabricação do biocombustível, ganharam nos últimos anos status de protagonista no grupo Zilor, tradicional companhia sucroalcooleira com faturamento anual de R$ 1,5 bilhão. A Biorigin, como foi batizada essa unidade de negócio na empresa, tem margens quatro a cinco vezes maiores do que as de açúcar e etanol e sua receita vai passar a representar nesta safra (2013/14) 15% das vendas de todo o grupo. No ciclo passado, representava 12%.
Hoje são três fábricas no Brasil, todas anexas às três usinas de cana-de-açúcar pertencentes ao grupo, e duas empresas no exterior, adquiridas em 2008. A aposta mais recente foi o anúncio, em meados deste ano, de um investimento de US$ 120 milhões na duplicação da capacidade de uma das suas unidades brasileiras, a localizada em Quatá, no interior de São Paulo. O montante é equivalente a tudo o que foi investido pela empresa no negócio de leveduras na última década, conta o diretor-geral da Biorigin, Mário Steinmetz.
Antes de ser criada, há dez anos, essa unidade se resumia à secagem e venda da levedura (certos fungos que atuam na fermentação) para a indústria de ração. Essa receita, explica ele, equivaleria hoje a US$ 6 ou US$ 7 por quilo do produto. A partir de 2003, a área passou a receber investimentos para extrair mais valor do negócio.
Foram aplicados em uma década R$ 253 milhões. Além das três fábricas, foi construído um laboratório para pesquisa e desenvolvimento de ingredientes. Atualmente, compara Steinmetz, os ingredientes fabricados a partir das leveduras são vendidos pela empresa a um preço 15 vezes maior do que valem as leveduras apenas secas.
A Biorigin tem mais de 30 produtos, dentre os quais os da família dos extratos, vindos da 'polpa' da levedura. Destacam-se, diz ele, os ingredientes que substituem em 50% o uso do sal em industrializados, como salgadinhos, sopas e embutidos. "E sem mudar o sabor", garante.
Esse produto foi desenvolvido, afirma ele, para atender a demanda da indústria, por conta da exigência de redução do teor de sódio nos alimentos. Essa família dos extratos, acrescenta ele, responde por 30% a 35% do faturamento da Biorigin.
O universo das leveduras tem aplicações também na indústria de vinhos, por exemplo. A empresa vende há quatro anos para vinícolas na Itália - e agora tem clientes também na França e no Chile - um ingrediente que ajuda a estabilizar a bebida durante o processo produtivo. "A grosso modo, esse produto, feito a partir da parede celular da levedura, elimina aqueles 'pontinhos pretos' do fundo da garrafa do vinho".
Atualmente, 85% da produção da Biorigin é exportada para 61 países, dentre os quais Estados Unidos, Austrália, países da Europa e da América do Sul. Foi determinante na conquista desses mercados a aquisição da indústria PTX Food Corp., nos EUA, que agregou ingredientes a partir de fermentação de bactérias que não tinham no portfólio da brasileira. "Atualmente, do total do faturamento da Biorigin, em torno de 12% vêm do mercado americano".
O executivo conta que, em 2008, a empresa já tinha uma participação importante na Europa, quando decidiu comprar a Immunocorp Animal Health, na Noruega. "Apesar de não ter indústria, a europeia tinha patentes importantes, como de ingredientes para o sistema imunológico de peixes e crustáceos", como camarão", lembra.
Steinmetz afirma que a Biorigin disputa os mercados da Europa e dos EUA com gigantes, com mais de um centenário de existência, como a francesa Le Safre, a holandesa DSM e a inglesa ABI, conta Steinmetz. "Não há um estudo sobre participação de mercado neste segmento. Mas eu posso afirmar que estamos brigando de igual para igual", observa Steinmetz.
Hoje são três fábricas no Brasil, todas anexas às três usinas de cana-de-açúcar pertencentes ao grupo, e duas empresas no exterior, adquiridas em 2008. A aposta mais recente foi o anúncio, em meados deste ano, de um investimento de US$ 120 milhões na duplicação da capacidade de uma das suas unidades brasileiras, a localizada em Quatá, no interior de São Paulo. O montante é equivalente a tudo o que foi investido pela empresa no negócio de leveduras na última década, conta o diretor-geral da Biorigin, Mário Steinmetz.
Antes de ser criada, há dez anos, essa unidade se resumia à secagem e venda da levedura (certos fungos que atuam na fermentação) para a indústria de ração. Essa receita, explica ele, equivaleria hoje a US$ 6 ou US$ 7 por quilo do produto. A partir de 2003, a área passou a receber investimentos para extrair mais valor do negócio.
Foram aplicados em uma década R$ 253 milhões. Além das três fábricas, foi construído um laboratório para pesquisa e desenvolvimento de ingredientes. Atualmente, compara Steinmetz, os ingredientes fabricados a partir das leveduras são vendidos pela empresa a um preço 15 vezes maior do que valem as leveduras apenas secas.
A Biorigin tem mais de 30 produtos, dentre os quais os da família dos extratos, vindos da 'polpa' da levedura. Destacam-se, diz ele, os ingredientes que substituem em 50% o uso do sal em industrializados, como salgadinhos, sopas e embutidos. "E sem mudar o sabor", garante.
Esse produto foi desenvolvido, afirma ele, para atender a demanda da indústria, por conta da exigência de redução do teor de sódio nos alimentos. Essa família dos extratos, acrescenta ele, responde por 30% a 35% do faturamento da Biorigin.
O universo das leveduras tem aplicações também na indústria de vinhos, por exemplo. A empresa vende há quatro anos para vinícolas na Itália - e agora tem clientes também na França e no Chile - um ingrediente que ajuda a estabilizar a bebida durante o processo produtivo. "A grosso modo, esse produto, feito a partir da parede celular da levedura, elimina aqueles 'pontinhos pretos' do fundo da garrafa do vinho".
Atualmente, 85% da produção da Biorigin é exportada para 61 países, dentre os quais Estados Unidos, Austrália, países da Europa e da América do Sul. Foi determinante na conquista desses mercados a aquisição da indústria PTX Food Corp., nos EUA, que agregou ingredientes a partir de fermentação de bactérias que não tinham no portfólio da brasileira. "Atualmente, do total do faturamento da Biorigin, em torno de 12% vêm do mercado americano".
O executivo conta que, em 2008, a empresa já tinha uma participação importante na Europa, quando decidiu comprar a Immunocorp Animal Health, na Noruega. "Apesar de não ter indústria, a europeia tinha patentes importantes, como de ingredientes para o sistema imunológico de peixes e crustáceos", como camarão", lembra.
Steinmetz afirma que a Biorigin disputa os mercados da Europa e dos EUA com gigantes, com mais de um centenário de existência, como a francesa Le Safre, a holandesa DSM e a inglesa ABI, conta Steinmetz. "Não há um estudo sobre participação de mercado neste segmento. Mas eu posso afirmar que estamos brigando de igual para igual", observa Steinmetz.
Fabiana Batista
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Valor Econômico