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[Atualizado 2] Dilma Rousseff fala sobre o pacote para o etanol


Agência Brasil - Publicado: 23 Abr 2013 - 17:30 | Atualizado: 24 Abr 2013 - 07:34


A presidente Dilma Rousseff disse hoje (23) que as medidas anunciadas para o setor de etanol tem o objetivo de "reforçar" este segmento da economia. "Este é um setor que veio para ficar, e nós temos que, volta e meia, ver o que pode ser feito para dar suporte aos nossos produtores", disse. Em relação à diminuição do preço do combustível, ela disse que dependerá de como o mercado estiver.

Nem a presidente nem o ministro da Fazenda, Guido Mantega, quiseram se comprometer com a redução do preço do etanol nas bombas.

"Olha, eu não creio que seja uma decisão que eu possa tomar aqui. Eu chego e digo aqui para vocês: "Olha, o preço vai ser assim ou assado". Tem de ver como está o mercado, eu não tenho como adiantar para vocês" afirmou a presidente.

"O aumento da mistura vai reduzir o preço da gasolina. O primeiro passo é esse. Em relação ao preço do etanol, o objetivo principal é viabilizar as condições para que o setor faça mais investimentos. Não quer dizer necessariamente que o setor vai repassar para o preço. Ele deverá repassar uma parte para o preço, dependendo das condições, e o resto é para ele poder ampliar a produção, que é o que nos interessa. Estamos muito aquém das nossas necessidades. O setor precisa expandir muito a sua produção e ele só o fará se obtiver condições."

A presidente ressaltou que a produção brasileira de etanol é reconhecida em todo o mundo por poupar emissões de gases de efeito estufa e tornar mais eficiente o uso da energia. O fato de fazer parte de dois seguimentos, do agronegócio e do industrial, o torna mais suscetível a crises. "Tanto sofre os efeitos das flutuações agrícolas, como com as características do mercado de energia".

A presidente disse que o aumento para 25% da quantidade de etanol misturada à gasolina, a partir do dia 1º de maio, é reconhecimento de que a produção foi maior. Ela explicou que a medida não provocará problema de abastecimento, pois, atualmente, o setor é "extremamente" flexível e fácil de ser regulado. "Às vezes o preço compensa, às vezes não compensa. O fato de ser flexível é que justifica hoje nós termos dado um passo na direção da estabilidade do setor", disse, acrescentando que o consumidor pode escolher qual combustível colocar em seu veículo.

"Quando, nos anos 80, usávamos carro a álcool, ele era inflexível. ou era álcool ou não era nada. Como [a cana] é um produto que sofre as variações do clima, uma seca ou algo assim interfere na produção da matéria-prima, nós conseguimos superar isso com a tecnologia do flex fuel", disse a presidente. Segundo ela, o país hoje tem a possibilidade de ter um setor de etanol com dupla função, produzindo para o mercado interno e também com condições de ser um grande exportador.

Como a safra deste ano foi maior, Dilma confirmou o aumento da participação do etanol na mistura com a gasolina de 20% para 25% como forma de regular o setor. Para ela, mais importante é dar ao consumidor a opção de encher ou não o tanque com etanol.

"Às vezes o preço compensa e às vezes não compensa. O fato de ser flexível é que justifica, hoje, nós termos, hoje, dado um passo em direção à estabilidade desse setor. Quando nós, nos anos 80, usávamos carro a álcool eles eram inflexíveis. Ou era álcool ou não era nada."

A presidente destacou que o setor deverá ter dupla função: produzir para o mercado interno e exportar para o mercado internacional.

DANILO MACEDO, CATARINA ALENCASTRO e MARTHA BECK
Com informações de O Globo e vídeo do G1