2ª Geração

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Diesel de cana: LS9 nega a existência de problemas financeiros


NovaCana - Publicado: 31 Jan 2013 - 14:38 | Atualizado: 08 Fev 2013 - 13:01
A LS9, empresa norte-americana produtora de tecnologia para a geração de diesel a partir da cana-de açúcar, garante que não está ameaçada.  A afirmação é uma resposta à notícia sobre a demissão de dois terços dos funcionários, publicada pelo portal novaCana.com na sexta-feira passada (25). Para a direção da companhia norte-americana as notícias sobre sua saúde têm sido exageradas e a sobrevivência da empresa não apenas está garantida como ela continua com boas perspectivas de crescimento.

A companhia preferiu falar de forma tangente sobre o corte na força de trabalho, tratada como uma otimização de recursos. "Como muitas empresas do setor, temos feito alguma redução de custos", admitiram. Sem confirmar o número de demissões, a LS9 explica que a redução foi necessária "para atender às necessidades previstas para o futuro imediato", mas que o quadro atual é suficiente para alcançar a missão da companhia. Também estaria afastada neste momento a possibilidade de novos cortes.

Ao assegurar a boa situação financeira, a empresa de tecnologia relata que seus investidores estão em processo de ampliação dos recursos destinados.  Mesmo no caso da entrada de novas fontes de capital – uma busca que não foi descartada – estes investidores seriam complementares aos atuais.

A companhia também alega que a capacidade industrial de expansão e as atividades de pesquisa não teriam sido atingidas. Para tanto, a LS9 aponta a maleabilidade de sua plataforma tecnológica como fator determinante, que possibilita transitar entre a produção de diferentes produtos químicos renováveis. "A possibilidade de opção, nos permite alternar entre o combustível diesel, éster químico, álcool graxo e nos dá a oportunidade de fazer vários produtos".  A versatilidade foi obtida através do desenvolvimento de uma variante geneticamente modificada do E. coli capaz de converter açúcares numa grande variedade de insumos, descoberta que trouxe notoriedade à empresa norte-americana. No setor, a empresa tem na compatriota Amyris a principal concorrente.

Inicialmente, a empresa estuda o uso de cana-de-açúcar como sua principal matéria-prima, o que a levou a instalar um laboratório no Brasil ainda em agosto de 2011 para encontrar parceiros no setor sucroalcooleiros interessados em sua tecnologia.

Problemas?
Há algum tempo vinha circulando a notícia de que os atuais investidores da LS9 não estariam satisfeitos com o desempenho da empresa e haviam colocando-a em estado de dormência. A companhia continuaria existindo com capacidades reduzidas enquanto seus proprietários decidem que futuro dar a ela. Suas melhores chances seriam a entrada de um novo investidor disposto a colocar mais dinheiro ou uma aquisição.

Seja como for, a situação na LS9 parece ter se estabilizado e, para 2013, a LS9 pretende ampliar a atuação ainda em solo brasileiro onde mantém um escritório, situado em São Paulo, e um Parque Tecnológico na cidade de Piracicaba.  "Estamos trabalhando com vários parceiros em potencial e espero ser capaz de começar a construção de uma instalação comercial no Brasil ainda este ano". A "vitalidade" da economia nacional e da indústria de açúcar são focos de interesse para a comercialização dos produtos obtidos da cana no país.

Por enquanto o diesel de cana ainda não é um produto atrativo economicamente e a empresa se volta para a produção de insumos para detergentes, lubrificantes e aditivos, plásticos, fragrâncias e até mesmo cosméticos que proporcionam alguma rentabilidade.