A desvalorização do real ante o dólar pressionou os preços futuros de açúcar ontem na Bolsa de Nova York.
Com o enfraquecimento da moeda brasileira, exportadores têm um incentivo para vender o produto, pois acabam recebendo mais após a conversão. Mais vendas significam mais açúcar no mercado, que já convive com a expectativa de um excedente recorde ao término da safra global 2012/13, em 30 de setembro.
Efeito câmbio
Os contratos futuros com vencimento em outubro encerraram o pregão a 16,90 centavos de dólar por libra-peso, retração de 3 pontos. "O que importa não é o preço do açúcar [em dólares], mas quantos reais eu ganho com as exportações" afirmou Alex Oliveira, analista da corretora Newedge, à Dow Jones Newswires.
Segundo ele, também pesou sobre as cotações da commodity o excedente global recorde de açúcar, que somará 10 milhões de toneladas no fim da safra 2012/13, segundo dados da Organização Internacional do Açúcar. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo subiu 0,5%, para R$ 44,51 a saca.
Valor Econômico e o Estado de S. Paulo