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Descoberta de nova enzima pode impulsionar transformação de celulose em açúcar

celulose-dissolvendo-070113Cientistas internacionais apostam que a descoberta terá impacto nas pesquisas e indústrias de todo o mundo que trabalham com etanol celulósico
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Dado o potencial comercial das novas enzimas, demonstrado no aumento da degradação da biomassa, existe um grande interesse na descoberta.

"Não há dúvida de esta descoberta terá um impacto não apenas sobre os pesquisadores de todo o mundo que trabalham para resolver os problemas associados com a produção de biocombustíveis de segunda geração, mas também para os produtores de bioetanol, que agora têm mais uma ferramenta para ajudá-los a gerar biocombustível a partir de fontes sustentáveis​​", disse o líder da pesquisa.

As enzimas são consideradas um dos gargalos do etanol de segunda geração devido ao custo das doses e o tempo despendido no processo. A pesquisa teria chegado a resultados que minimizam esses dois aspectos.

A descoberta de uma nova família de enzimas pode significar mais um progresso para a produção de etanol celulósico e outros biocombustíveis avançados. Cientistas do Departamento de Química da Universidade de York, no Reino Unido, defendem que as enzimas pesquisadas têm grandes implicações industriais, com destaque para a redução na carga total de enzima e de custos para degradação da celulose.

Utilizadas para a hidrólise – processo que libera os açúcares das fibras vegetais para posterior fermentação, – as enzimas são consideradas um dos gargalos do etanol de segunda geração devido ao custo das doses e o tempo despendido no processo. A pesquisa britânica teria chegado a resultados que minimizam esses dois aspectos.

Dado o potencial comercial das novas enzimas, demonstrado no aumento da degradação da biomassa, existe um grande interesse na descoberta. Os pesquisadores acreditam ter dado "um passo significativo" para o desenvolvimento de biocombustíveis de segunda geração eficazes.

"Não há dúvida de esta descoberta terá um impacto não apenas sobre os pesquisadores de todo o mundo que trabalham para resolver os problemas associados com a produção de biocombustíveis de segunda geração, mas também para os produtores de bioetanol, que agora têm mais uma ferramenta para ajudá-los a gerar biocombustível a partir de fontes sustentáveis​​", disse o líder da pesquisa, Paul Walton.

Família AA11 da classe LPMOs

O resultado do trabalho, publicado pela revista Nature, revelou um terceiro tipo de enzima da classe denominada LPMOs (sigla de lytic polysaccharide monooxygenases). As LPMOs são uma classe recém-descoberta de enzimas que se distingue pelo modo único de ação oxidativa que as torna capazes de degradar biomassa de difícil digestão, como lascas de madeira, papelão e caules de plantas.

Estudos anteriores já haviam identificado duas famílias diferentes baseadas na sequência destas enzimas, agora, os cientistas relatam a descoberta de uma terceira família de LPMOs, a AA11.

A pesquisa foi financiada pelo Conselho de Pesquisa de Biotecnologia e Ciências Biológicas (BBSRC) e contou também com a colaboração da Aix-Marseille Université, de Marselha, França.

Amanda SchArr – NovaCana
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