A previsão da segunda safra de milho do Paraná em 2022/23 foi mantida nesta quinta-feira, 29, em 13,8 milhões de toneladas, segundo avaliação mensal do Departamento de Economia Rural (Deral), mas há um viés de baixa para a produtividade do estado, que está começando a colheita.
Se confirmada a estimativa atual, a safra do segundo maior estado produtor de milho do Brasil poderia crescer 4% na comparação com a temporada passada, apesar de uma redução de área de 12% em 22/23, conforme números do Deral.
O aumento na safra se daria, portanto, com um crescimento na produtividade média para 5,71 toneladas por hectare, mas este número deve ser reavaliado.
“O viés é de uma produtividade menor que a atual, pois o impacto da cigarrinha e estiagem vai refletir em produtividade menor”, disse o especialista em milho do Deral Edmar Gervásio, citando a seca, mas também uma das pragas que afetam as lavouras.
Segundo o especialista do órgão do governo do Paraná, quantificar a redução na produtividade ante o estimado neste momento é difícil. “Os relatos indicam que as perdas podem superar a 5% no cenário negativo. Contudo, neste momento, é meramente conjectura. É necessário que a colheita avance para ser possível confirmar”, afirmou.
Ele lembrou que os maiores volumes da colheita começam a acontecer nas próximas semanas. “Neste momento a colheita do milho é nas regiões mais frias e tem muito pouca plantação”, disse.
Roberto Samora