Em meio a preços mais baixos dos grãos, produtores do Paraná optaram por reduzir em 9,6% a área cultivada com milho de primeira safra, plantado na mesma época da soja, para 267,7 mil hectares. O valor, que faz parte de uma estimativa do Departamento de Economia Rural (Deral), é o menor já registrado.
O órgão da secretaria de agricultura do Paraná projetou a safra em 2,7 milhões de toneladas, ante 2,5 milhões no ciclo passado, com o crescimento justificado por uma expectativa de maior produtividade. A projeção é de um rendimento médio de 10,1 toneladas por hectare, caracterizando uma recuperação significativa em relação às 8,59 t/ha obtidas na safra anterior.
O Deral lembrou que no passado, antes de a segunda safra de milho se tornar a principal do cereal do estado, o Paraná plantava maiores volumes na primeira safra. “A safra de milho de verão é, hoje, uma safra de nicho e os produtores de milho na primeira safra são, em geral, especializados e com altas produtividades. Por exemplo, em 2010, o Paraná plantou aproximadamente 900 mil hectares de milho na primeira safra”, afirmou.
Assim, o cultivo de milho na primeira safra está cada vez mais concentrado em áreas específicas do estado, especialmente na região sul, onde cerca de 70% da área já está plantada. O núcleo regional de Ponta Grossa, nos Campos Gerais, permanece como o principal produtor de milho, respondendo por 24,9% da produção estadual.
“Essencialmente, esta redução (em relação à área atual) está ligada à migração para soja, produto que tem uma maior liquidez e potencialmente maior lucratividade quando comparado ao milho”, acrescenta.
O Deral ainda não tem uma estimativa da segunda safra de 2024/25, uma vez que ela só será plantada no início do ano que vem, após a colheita da soja.
Roberto Samora
Com informações adicionais da Agência Estado