Milho

Milho

Deputada desiste de projeto que pretendia taxar exportações de milho

O texto da proposta permitia a criação de um imposto de 15% sobre as exportações de milho até 31 de dezembro de 2022


Canal Rural - Publicado: 04 Fev 2022 - 08:31

Foi retirado nesta quarta-feira, 2, da Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei 2.814 de 2021, que permitia a criação de imposto sobre as exportações de milho até 31 de dezembro de 2022.

De acordo com a proposta, o objetivo era assegurar o abastecimento interno do grão. A autoria é da deputada federal Soraya Manato (PSL), que recebeu críticas de diversas entidades do setor, entre elas a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), que enviou ofícios solicitando o arquivamento do PL.

O projeto, que chegou a ser classificado pela associação como uma “aberração”, desconsideraria que a produção do grão no país é superior ao consumo interno, o que, de acordo com a entidade, não justifica criar entraves às exportações.

“Vale pontuar, ainda, que a taxação de alimentos vai absolutamente na contramão dos compromissos assumidos no Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 2 (ODS 2) da Organização das Nações Unidas (ONU) de erradicar a fome e a má-nutrição até 2030, além de ser uma estratégia de fracasso comprovado por nosso vizinho, a Argentina, que amargou uma inflação de alimentos no último ano superior a 50%, conforme dados oficiais”, frisou o presidente da Aprosoja-MT, Fernando Cadore.

A Aprosoja-MT enviou ofícios solicitando o arquivamento do projeto para a deputada federal Aline Sleutjes (PSL), presidente da comissão de agricultura, pecuária, abastecimento e desenvolvimento rural (Capadr) da Câmara dos Deputados e para a deputada Jaqueline Cassol (PP), relatora da proposta. Porém, após repercussão negativa por parte dos produtores do grão, a deputada Soraya Manato, autora do PL, decidiu pedir a retirada da proposição.

“A entidade agradece à parlamentar pelo nobre ato de retroceder diante das evidências de que uma iniciativa sua poderia trazer resultados nocivos à sociedade”, disse Cadore.