Etanol: Mercado

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Demanda por etanol anidro deve crescer até 1,4 bi L em uma safra completa, calcula Imea

Relatório projeta crescimento estimulado pela nova mistura de etanol na gasolina, o que irá fortalecer o milho e a cadeia produtiva de biocombustíveis


Bioind MT - Publicado: 01 Ago 2025 - 12:13

A partir de hoje, 1º, entra em vigor a decisão do Comitê Nacional de Política Energética (CNPE) que eleva de 27% para 30% a mistura obrigatória do etanol anidro na gasolina, o que deve gerar um impacto no mercado de biocombustíveis.

Segundo dados de um relatório elaborado pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) com realização da Bioind MT – entidade que representa indústrias de bioenergia de Mato Grosso –, a mudança pode acrescentar até 1,4 bilhão de litros à demanda por etanol anidro em uma safra completa.

De acordo com o documento, a medida tende a beneficiar as usinas de etanol de milho. Já no setor canavieiro, o impacto deve ser mais limitado devido à estabilidade da produção e à antecipação das exportações de açúcar a preços já fixados por boa parte das usinas.

“A elevação da mistura sinaliza uma valorização importante do etanol anidro e coloca o biocombustível no centro da política energética brasileira. Mato Grosso, como maior produtor de etanol de milho do país, deve ter papel estratégico nesse novo cenário”, afirma o diretor executivo da Bioind MT, Giuseppe Lobo.

Segundo a entidade, a produção de etanol no Brasil deve alcançar 38 bilhões de litros na safra 2025/26, sendo 14,82 bilhões de litros de etanol anidro (+7,7% em relação à safra anterior) e 23,19 bilhões de litros de hidratado (mesmo nível de 2024/25).

Em Mato Grosso, a produção de etanol a partir da cana está estimada em 1,05 bilhão de litros, volume semelhante ao do ciclo anterior. Já o etanol de milho alcançará 5,98 bilhões de litros, mantendo o estado como o maior produtor nacional do biocombustível a partir do grão.