A Justiça quer mais explicações antes para avaliar a procedência do pedido de recuperação judicial da maior representante da indústria de base para o setor sucroenergético.
Fabricante de equipamentos para usinas de cana-de-açúcar, o grupo brasileiro Dedini entrou com um pedido de recuperação judicial no Fórum de Piracicaba (SP), em 24 de agosto. A medida foi tomada após a empresa ter demitido de mais de 600 funcionários, que alegam não ter recebido o pagamento da rescisão.
No entanto, o juiz Marcos Douglas Veloso Balbino da Silva decidiu adiar a decisão por entender que, na petição inicial, não ficaram claros os motivos da crise financeira e a real situação patrimonial da empresa. “Apesar da [petição] inicial gastar diversas páginas sobre a gloriosa história da empresa, não atendeu diversos dispositivos do art. 51 da Lei n. 11.101/2005”, aponta o juiz.
Entre as exigências de Balbino da Silva para analisar o pedido de recuperação judicial está a relação de todos os investimentos realizados entre 2002 e 2010, incluindo detalhamento de valores, além de um descritivo da arrecadação bruta e das despesas de 2008 até o momento.
A Dedini também precisará explicar o motivo da existência de diversos CNPJs e esclarecer se todas as empresas do grupo estão efetivamente listadas.
Renata Bossle – novaCana.com