O cenário de desabastecimento crescente para os combustíveis do ciclo Otto (etanol e gasolina) nos próximos dez anos está suscitando um debate cada vez maior dos principais agentes políticos e econômicos envolvidos com o tema. De um lado, a oferta de gasolina não crescerá diante da falta de novos projetos e a infraestrutura para importação do combustível não comporta o crescimento projetado. De outro, a expansão necessária para que o etanol brasileiro ocupe esse espaço esbarra em uma série de problemas.
A discussão aberta entre usinas e governo sobre o assunto avançou na semana passada, durante um evento dos postos de combustíveis, com a presença do diretor técnico da Unica, Antonio de Padua Rodrigues, Ricardo Dornelles do MME, Luciano Libório, diretor de combustíveis e regulação do Sindicom e o diretor de abastecimento da ANP, Aurélio Amaral.
O novaCana acompanhou as discussões e resume os argumentos e perspectivas de cada um dos lados a seguir.
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