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CTC melhora resultados financeiros e alcança lucro trimestral de R$ 5,9 milhões

canavial pesquisa 111116A principal empresa de biotecnologia do setor sucroenergético, o Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) registrou um lucro líquido de R$ 5,9 milhões no segundo trimestre da safra 2016/17.

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A principal empresa de biotecnologia do setor sucroenergético, o Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) registrou um lucro líquido de R$ 5,9 milhões no segundo trimestre da safra 2016/17, referente aos meses de julho a setembro deste ano. O resultado representa uma melhora em relação ao mesmo período do ano passado, quando o lucro foi de R$ 794 mil.

“Ao longo da safra, a melhora nos resultados econômico-financeiros, comparados ao mesmo período do ano anterior, reflete a diferença entre as taxas de crescimento de receitas e despesas”, aponta o CTC por meio do relatório da diretoria.

O NovaCana compilou os destaques dos resultados trimestrais do CTC:

- Detalhamento da relação entre receita e custos

- Aumento da receita com royalties

- Margem Ebitda

- Panorama de investimentos e projetos (semente da cana, E2G e novas variedades resitentes à broca)

- Perfil da dívida e cronograma de amortização

A principal empresa de biotecnologia do setor sucroenergético, o Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) registrou um lucro líquido de R$ 5,9 milhões no segundo trimestre da safra 2016/17, referente aos meses de julho a setembro deste ano. O resultado representa uma melhora de 646,9% em relação ao mesmo período do ano passado, quando o lucro foi de R$ 794 mil.

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“Ao longo da safra, a melhora nos resultados econômico-financeiros, comparados ao mesmo período do ano anterior, reflete a diferença entre as taxas de crescimento de receitas e despesas”, aponta o CTC por meio do relatório da diretoria.

No segundo trimestre de 2015/16, os custos representavam o equivalente a 68,5% da receita líquida da empresa. No resultado mais recente, esse índice caiu para 54,5%. “Temos nos beneficiado de importantes aumentos de volumes, ao passo que o desembolso nos projetos de P&D aproximam-se do patamar desejado”, continua o documento.

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A margem Ebitda, que mede a qualidade operacional da empresa, também apresentou uma evolução, saltando de 5,1% em 2015/16 para 22,5% no atual trimestre.

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Investimentos e projetos

O relatório de resultados da companhia também afirma que, entre suas metas para a atual safra, está previsto um aumento de 9,2% em suas receitas com royalties, que deverá chegar a R$ 82 milhões. Essa receita é derivada dos direitos de propriedade intelectual do CTC sobre variedades de cana-de-açúcar desenvolvidas dentro do período de 15 anos.

Com relação aos investimentos, a empresa passou de R$ 10,4 milhões no segundo trimestre da safra passada para R$ 15,7 milhões. “Continuamos nossa estratégia de aceleração no desenvolvimento de novas tecnologias por meio de investimentos em P&D, com especial destaque para a construção de um portfólio de variedades geneticamente modificadas, resistentes à broca”, afirma a diretoria.

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Segundo a empresa, a previsão é lançar em 2018 uma variedade de cana transgênica com resistência a insetos e maior produtividade. A espécie deve promover redução do uso de inseticidas e redução de custas com mão-de-obra, máquinas, combustíveis e água.

Outro projeto em andamento envolve a área de etanol celulósico, com plantas piloto e escala de demonstração, com expectativa de comercialização entre três e cinco anos. Já o desenvolvimento de sementes artificiais de cana-de-açúcar é classificado como sendo de longo prazo.

Perfil das dívidas

A posição das dívidas do CTC com empréstimos e financiamentos teve um acréscimo quando se considera vencimentos em até 12 meses. Neste caso, no último balanço anual – encerrado em 31 de março –, as dívidas de curto prazo somavam R$ 33,39 milhões. Já em 30 de setembro, elas estavam em R$ 46,48 milhões. Ou seja, houve um aumento de 39,2% em seis meses.

Já as dívidas de médio e longo prazo apresentaram uma redução de 13,2% quando se considera o mesmo período. Elas saíram de R$ 196,11 milhões em 31 de março e foram para R$ 170,26 milhões ao final do segundo trimestre da safra.

Considerando a totalidade das dívidas, a maior parte (R$ 162,47 milhões) é resultante de um contrato de 2013 firmado junto a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). Nesse caso, o CTC está sujeito a encargos anuais de 4%, devendo liquidar a dívida até 2022.

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Já o débito com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) soma R$ 54,34 milhões, com uma parcela de R$ 42,66 milhões sujeita a juros anuais de 3,5%, outra de R$ 10,84 à Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) e os R$ 760 mil restantes – contratados dentro do âmbito do Finame – à 2,5%. O financiamento também foi contratado em 2013 e deve ser liquidado até 2024, com a exceção do valor do Finame, que tem vencimento em 2019.

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Renata Bossle – NovaCana

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