A instalação vai funcionar anexa a uma usina já existente e possibilitará o aproveitamento de grandes quantidades de biomassa enfardada para a geração de bioeletricidadeO Cento de Tecnologia Canavieira (CTC) está trabalhando para descobrir a melhor forma de aproveitar um terço do potencial energético da cana-de-açúcar que está ficando no campo. Mas enquanto outros projetos focam no uso da palha para produção do etanol de segunda geração (2G), o CTC (que também possui em andamento um projeto para o 2G) planeja uma nova instalação industrial para a produção de bioeletricidade. A unidade especializada em palha vai funcionar associada a uma usina já existente.
Veja a seguir mais detalhes sobre a fase atual do projeto e as perspectivas de instalação.
O Cento de Tecnologia Canavieira (CTC) está trabalhando para descobrir a melhor forma de aproveitar um terço do potencial energético da cana-de-açúcar que está ficando no campo. Mas enquanto outros projetos focam no uso da palha para produção do etanol de segunda geração (2G), o CTC (que também possui em andamento um projeto para o 2G) planeja uma nova instalação industrial para a produção de bioeletricidade. A unidade especializada em palha vai funcionar associada a uma usina já existente. A data prevista para início da operação é a safra 2015/16.
As pesquisas do CTC para o aproveitamento da palha estão em andamento desde 2010 e já solucionaram as questões relacionadas à parte agrícola. Já em relação à parte agronômica, o que ainda está em estudo é a delimitação da quantidade ideal de biomassa a ser recolhida. Para dimensionar este volume os técnicos do CTC seguem acompanhando o recolhimento da palha nos próximos cortes, até que a planta complete o ciclo de vida. Ao mesmo tempo, o centro já mira no desenvolvimento de soluções industriais.
"Estamos atuando para construir a instalação que vai viabilizar à indústria o processamento de grandes quantidades de fardo", revelou o especialista em tecnologia agroindustrial Marcelo Pierossi. Conforme o especialista, atualmente não é possível utilizar na indústria grandes volumes dessa carga. Estas duas questões, quanto recolher e como processar, compõem o atual desafio do CTC. "Tem o desafio na parte da indústria, que é viabilizar uma instalação que processe grandes quantidades de fardo com um custo baixo. Nisso nós estamos trabalhando e vamos construir uma planta para o início da safra 2015. Em breve vamos anunciar", resumiu Pierossi.
Para o uso industrial do material que sai do campo enfardado, é preciso estabelecer novos processos: recebimento e armazenagem, alimentação, desenfardamento, retirada das impurezas minerais e trituração. Mas, segundo o especialista, alguns pontos já estão resolvidos, como o tamanho da partícula e a quantidade de material que vai para a caldeira para geração de bioeletricidade.
O embrião das pesquisas para a exploração da palha foi a parceria com a New Holland. A atuação conjunta teve o objetivo de aprimorar a tecnologia já existente para o recolhimento de biomassa (feno) às especificidades da cultura da cana e encontrar as melhores práticas agrícolas para o uso do material.
Amanda SchArr - NovaCana
Veja a seguir mais detalhes sobre a fase atual do projeto e as perspectivas de instalação.
O Cento de Tecnologia Canavieira (CTC) está trabalhando para descobrir a melhor forma de aproveitar um terço do potencial energético da cana-de-açúcar que está ficando no campo. Mas enquanto outros projetos focam no uso da palha para produção do etanol de segunda geração (2G), o CTC (que também possui em andamento um projeto para o 2G) planeja uma nova instalação industrial para a produção de bioeletricidade. A unidade especializada em palha vai funcionar associada a uma usina já existente. A data prevista para início da operação é a safra 2015/16.
As pesquisas do CTC para o aproveitamento da palha estão em andamento desde 2010 e já solucionaram as questões relacionadas à parte agrícola. Já em relação à parte agronômica, o que ainda está em estudo é a delimitação da quantidade ideal de biomassa a ser recolhida. Para dimensionar este volume os técnicos do CTC seguem acompanhando o recolhimento da palha nos próximos cortes, até que a planta complete o ciclo de vida. Ao mesmo tempo, o centro já mira no desenvolvimento de soluções industriais.
"Estamos atuando para construir a instalação que vai viabilizar à indústria o processamento de grandes quantidades de fardo", revelou o especialista em tecnologia agroindustrial Marcelo Pierossi. Conforme o especialista, atualmente não é possível utilizar na indústria grandes volumes dessa carga. Estas duas questões, quanto recolher e como processar, compõem o atual desafio do CTC. "Tem o desafio na parte da indústria, que é viabilizar uma instalação que processe grandes quantidades de fardo com um custo baixo. Nisso nós estamos trabalhando e vamos construir uma planta para o início da safra 2015. Em breve vamos anunciar", resumiu Pierossi.
Para o uso industrial do material que sai do campo enfardado, é preciso estabelecer novos processos: recebimento e armazenagem, alimentação, desenfardamento, retirada das impurezas minerais e trituração. Mas, segundo o especialista, alguns pontos já estão resolvidos, como o tamanho da partícula e a quantidade de material que vai para a caldeira para geração de bioeletricidade.
Questão chave: a quantidade de palha
Apesar da novidade projetada para a indústria, Pierossi avalia que a singularidade do trabalho do CTC está em descobrir o quanto se pode recolher dessa matéria. Isso porque manter no campo excesso de palha pode prejudicar o canavial, assim como a retirada em exagero também gera perdas.O embrião das pesquisas para a exploração da palha foi a parceria com a New Holland. A atuação conjunta teve o objetivo de aprimorar a tecnologia já existente para o recolhimento de biomassa (feno) às especificidades da cultura da cana e encontrar as melhores práticas agrícolas para o uso do material.
Amanda SchArr - NovaCana