As quatro usinas do Grupo Virgolino de Oliveira (GVO) são um ponto de grande dúvida nas estimativas das principais consultorias do mercado sobre a moagem de cana no centro-sul
As quatro usinas do Grupo Virgolino de Oliveira (GVO) são um ponto de grande dúvida nas estimativas das principais consultorias do mercado sobre a moagem de cana no centro-sul.
Com capacidade de moagem de 12 milhões de toneladas de cana e uma moagem efetiva de onze milhões de toneladas na última safra, o grupo vive o ápice de uma crise financeira e esteve com a safra 2015/16 ameaçada em todas as usinas.
Apesar da situação crítica de falta de recursos financeiros, a empresa revelou que a moagem de suas quatro usinas está assegurada para a safra 2015/16.
Veja a seguir as declarações do diretor-presidente da companhia, Joamir Alves, contratado em janeiro deste ano, o volume de moagem planejado e quando cada usina deve iniciar a safra.
As quatro usinas do Grupo Virgolino de Oliveira (GVO) são um ponto de grande dúvida nas estimativas das principais consultorias do mercado sobre a moagem de cana no centro-sul.
Com capacidade de moagem de 12 milhões de toneladas de cana e uma moagem efetiva de onze milhões de toneladas na última safra, o grupo vive o ápice de uma crise financeira e esteve com a safra 2015/16 ameaçada em todas as usinas.
Em meio à esta grave crise financeira, o Grupo Virgolino de Oliveira (GVO) anunciou que a moagem de suas quatro usinas está assegurada para a safra 2015/16. A notícia foi dada pela companhia em entrevista coletiva no município de Itapira (SP), cidade sede do grupo.
Com dívidas acumuladas de cerca de R$ 3 bilhões, o anúncio afasta o temor de que a GVO paralisasse as atividades. Fontes ouvidas pelo NovaCana no mês passado viam com sérias dúvidas a operação da companhia nesta safra.
O diretor-presidente da companhia, Joamir Alves, contratado em janeiro deste ano para contornar os inúmeros problemas da empresa, falou com a imprensa local pela primeira vez na manhã da última quarta-feira (01). “Nesse momento, nosso objetivo em curto prazo é moer nas quatro unidades”, afirmou.
Há um mês a sucroalcooleira foi rebaixada pela agência de classificação de risco Fitch Ratings para a posição “RD”, o que significa default (calote) técnico.
Muitos dos fornecedores de cana e serviços haviam suspendido o fornecimento às usinas do grupo e os empregados, sem receber desde o final de 2014, estavam de braços cruzados. Além disso, em projeção divulgada a investidores a GVO previa dois possíveis cenários de operação, ambos condicionados à reestruturação da dívida, um deles com hibernação de unidade.
No entanto, Joamir Alves frisou que, neste momento, não há intenção de discutir a desativação de alguma das unidades. “Temos condições, nas quatro unidades, de moer acima do ponto de equilíbrio. Não estamos discutindo eventual desincompatibilização”.
“Minha missão é permitir que a empresa volte a funcionar, honre suas dívidas com os credores e assegure o emprego dos nossos colaboradores, para paulatinamente voltar ao tamanho que era”, afirmou o executivo.
Safra 23% menor
O abalo gerado pela crise deverá representar uma redução de aproximadamente 23% na moagem de cana-de-açúcar em relação ao ciclo passado. “Chegamos a moer 11 milhões de toneladas e, nesta safra, esse montante ficará em torno de 8,5 milhões de toneladas”, projetou Alves. A capacidade instalada nas quatro unidades soma 12 milhões de toneladas.
A perda de produtividade agrícola causada pela falta de investimento na renovação dos canaviais, somada ao impacto da seca de 2014, também colaboraram para a queda prevista.
A primeira unidade da GVO a começar a safra será a Ariranha, que deve dar a partida entre os dias 20 e 30 deste mês. A safra em Itapira começa no dia 2 de maio. Já em Monções (SP) e em José Bonifácio (SP), a previsão é que a colheita inicie na primeira semana de maio.
NovaCana
com informações do O Regional e Itapira News