O governo brasileiro, por meio do secretário de política agrícola André Nassar, fixou em 138,3 mil toneladas a cota preferencial de açúcar a ser exportada por estados das regiões norte e nordeste
O governo brasileiro, por meio do secretário de política agrícola André Nassar, fixou em 138,3 mil toneladas a cota preferencial de açúcar a ser exportada aos Estados Unidos por estados das regiões norte e nordeste. O montante é válido para o período entre 1º de outubro de 2015 e 30 de setembro de 2016.
No total, foram listadas 36 usinas, um número consideravelmente menor que as 45 unidades autorizadas na safra anterior.
Alagoas continua com a maior participação do volume total exportado e entre as cotas designadas por usina, novamente, a Usina Coruripe Açúcar e Álcool, de Alagoas, tem a maior participação.
A seguir, conheça quais usinas foram excluídas do benefício, além dos números completos designados por estado e por unidade contemplada.
O governo brasileiro, por meio do secretário de política agrícola, André Nassar, fixou em 138,3 mil toneladas a cota preferencial de açúcar a ser exportada aos Estados Unidos por estados das regiões Norte e Nordeste. O montante é válido para o período entre 1º de outubro de 2015 e 30 de setembro de 2016.
O número é praticamente idêntico ao que foi inicialmente estabelecido para as duas safras anteriores, 2013/14 e 2014/15, quando o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) calculou a cota em 161,25 mil toneladas.
Nove usinas fora
De acordo com publicação do Mapa no Diário Oficial da União de hoje (16), será mantido o rateio entre os estados. Assim, Alagoas continua com a maior participação do volume total exportado (46,4%), sendo seguido por Pernambuco (38,4%). Na sequência, estão Rio Grande do Norte e Paraíba, ambos com 4%; Bahia (3,6%); Sergipe (1,6%); Piauí (0,7%); Amazonas (0,3%); Maranhão (0,3%); e, por fim, Pará (0,2%).
Além disso, também foram definidas as cotas específicas das usinas. Novamente, a Usina Coruripe Açúcar e Álcool, de Alagoas, tem a maior participação, com 10,75 mil toneladas curtas. A novidade está na segunda posição, que passa a ser ocupada pela Usina Trapiche, de Pernambuco, com 9,5 mil toneladas. Em seguida está a Usina Central Olha D'Água, também de Pernambuco, que perdeu uma posição e poderá exportar 9,13 mil toneladas curtas de açúcar.
No total, foram listadas 36 usinas, um número consideravelmente menor que as 45 unidades autorizadas na safra anterior. Todos os nove cortes aconteceram em Alagoas, de modo que não constam mais na relação: Cia. Açucareira Central Sumaúma, Cia. Açucareira Usina Capricho, Cia. Açucareira Usina Santa Marta, Laginha AgroIndustrial - Filial Guaxuma, Laginha AgroIndustrial - Filial Urubá, Triunfo AgroIndustrial, Usina Cansação do Sinimbú, Usina Santa Clotilde e Usina Reunidas Seresta. Já em Pernambuco, a Vale Verde Empreendimentos Agrícolas foi substituída pela Cachool Comércio Industria.
Abaixo a listagem atual:

Ameaças aos produtores brasileiros
Segundo o jornal O Estado de São Paulo, embora a cota seja considerada pequena, há o risco de ela ser reduzida ou até mesmo extinta pelos Estados Unidos após a efetivação da Parceria Transpacífico (TPP, na sigla em inglês). Isso ocorreria porque outros países exportadores de açúcar do bloco, como a Austrália, poderão enviar a commodity ao mercado norte-americano sem tarifas.
Renata Bossle – NovaCana