Volume inicial foi acordado em agosto do ano passado e será dividido entre 36 usinas
As usinas sucroenergéticas da região Norte-Nordeste receberam uma cota adicional para exportar açúcar para os Estados Unidos durante a temporada 2022/23. O volume é resultado de um acordo entre os países e tem benefícios tarifários.
A portaria com o novo rateio foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira, 29, pelo Ministério de Agricultura e Pecuária (Mapa). Como forma de trazer mais previsibilidade aos produtores da região, a divisão segue regras previamente impostas pela pasta.
O texto cita as 36 usinas beneficiadas na temporada e os volumes extras que cada uma poderá enviar ao país norte-americano, totalizando 38,13 mil toneladas.
O novo montante será somado à cota preferencial definida em agosto do ano passado, de 147,54 mil toneladas. O despacho se refere ao período entre outubro de 2022 e setembro de 2023.
Assim, as sucroenergéticas poderão exportar até 185,67 mil toneladas do adoçante para os EUA com tarifas reduzidas, um aumento de 25,8% ante o acordo inicial.
No texto completo, exclusivo para assinantes, você confere a relação completa das usinas participantes e o volume atribuído a cada uma delas.
As usinas sucroenergéticas da região Norte-Nordeste receberam uma cota adicional para exportar açúcar para os Estados Unidos durante a temporada 2022/23. O volume é resultado de um acordo entre os países e tem benefícios tarifários.
A portaria com o novo rateio foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira, 29, pelo Ministério de Agricultura e Pecuária (Mapa). Como forma de trazer mais previsibilidade aos produtores da região, a divisão segue regras previamente impostas pela pasta.
O texto cita as 36 usinas beneficiadas na temporada e os volumes extras que cada uma poderá enviar ao país norte-americano, totalizando 38,13 mil toneladas.
O novo montante será somado à cota preferencial definida em agosto do ano passado, de 147,54 mil toneladas. O despacho se refere ao período entre outubro de 2022 e setembro de 2023.
Assim, as sucroenergéticas poderão exportar até 185,67 mil toneladas do adoçante para os EUA com tarifas reduzidas, um aumento de 25,8% ante o acordo inicial.
Alagoas será responsável por 48,6% dos envios, com 90,29 mil toneladas na soma das duas cotas, divididos entre quinze usinas. Em seguida, Pernambuco atenderá 27,7%, com dez de suas unidades despachando 51,46 mil toneladas.
Também participam do rateio sucroenergéticas dos seguintes estados: Rio Grande do Norte (9,09 mil toneladas); Bahia (8,31 mil t); Paraíba (7,74 mil t); Piauí (6,45 mil t); Sergipe (6,24 mil t); Pará (3,30 mil t); Maranhão (1,84 mil t); e Amazonas (938,97 t).

As duas cotas seguem normas e padrões já definidos pelo Mapa. A divisão é feita a partir da participação de cada usina na safra anterior, de acordo com valores enviados pelos próprios produtores pelo Sistema de Acompanhamento de Produção Canavieira (SAPCana).
Desta forma, as principais exportadoras do ano devem ser as usinas Coruripe, Central Olho D’Água, e Santo Antônio. Elas poderão enviar, respectivamente, até 16,6 mil, 9,91 mil e 9,4 mil toneladas.
Entre as 15 principais unidades da região autorizadas a despachar açúcar aos Estados Unidos dentro da cota, oito são de Alagoas e quatro de Pernambuco. Os estados de Rio Grande do Norte, Bahia e Piauí contam com uma representante cada.

Durante a temporada 2021/22 (outubro a setembro), foram exportadas 195,01 mil toneladas do adoçante pelos portos da região com destino aos EUA. No mesmo período, considerando os estados do Centro-Sul, o total de açúcar enviado para o país sobe para 370,69 mil toneladas.
De outubro de 2022 até fevereiro de 2023, por sua vez, os envios de açúcar do Norte-Nordeste para o país norte-americano somaram 181,18 mil toneladas.
Cotas adicionais
Apesar de definir anualmente uma cota de exportação de açúcar para cada safra, o governo dos Estados Unidos, a fim de manter um equilíbrio entre a oferta e a demanda, pode estabelecer volumes adicionais, considerando condições tributárias especiais. Quando isso acontece, são criadas novas cotas, a serem divididas entre os principais produtores da commodity, entre eles o Brasil.
Durante a safra 2021/22 foram feitas duas cotas adicionais, além da preferencial, totalizando 190,23 mil toneladas – aumento de 36,6% ante o total acordado originalmente.
Esta é a primeira cota adicional para a temporada 2022/23, incrementando em 36,3% o total de açúcar brasileiro a ser exportado. É possível que, até o fim do ciclo, o país norte-americano libere novos volumes para as usinas do Norte-Nordeste.
Giully Regina – NovaCana