Em seu primeiro ano de operação, a fabricante de pellets Cosan Biomassa terminou 2015 com um prejuízo líquido de 12,364 milhões. Apesar do resultado negativo, o número indica um estágio de investimentos e ajustes na produção da companhia, que só começa a operar em escala comercial neste ano.
No fechamento do seu primeiro ano operacional a companhia atingiu uma receita operacional líquida de R$ 400 mil. No encerramento de 2014, a receita líquida da empresa ainda era negativa, refletindo a fase que a Cosan Biomassa dedicou à pesquisa e implantação de tecnologia para fabricação de pellets.
Os números divulgados no balanço da companhia são anteriores à compra de 20% da companhia pela japonesa Sumitomo Corporation, em fevereiro deste ano. Por essa razão, o capital social da companhia, no balanço divulgado, ainda está avaliado em 238,8milhões. Após a formação da joint venture entre as duas empresas, o capital social da companhia passou ser avaliado em R$ 500 milhões.
O balanço da companhia mostra uma melhora no perfil de endividamento, na comparação com o final de 2014. A Cosan Biomassa iniciou 2016 com um total de passivos relativos a empréstimos e financiamentos, de curto e longo prazo, na casa dos R$ 152 milhões. O valor representa um valor 7% menor do que no mesmo período do ano anterior.
A maioria dessas dívidas é referente a empréstimos e financiamentos que vencem entre três ou até mais de cinco anos, em um total de R$ 108,995 milhões.
Criada em 2010, a Cosan Biomassa nasceu com o propósito de desenvolver um mercado de longo prazo para o bagaço e a palha da cana-de-açúcar por meio da produção de pellets da biomassa. Após anos de pesquisa tecnológica, a planta comercial entrou em operação em 2015.
A unidade da fabricante de pelletes está localizada no município paulista de Jaú, ao lado da usina de cana-de-açúcar da Raízen Energia, outra controlada da gigante de infraestrutura e energia Cosan.
Em fevereiro de 2016, foi anunciada que a Cosan Biomassa entraria no seu primeiro ano de escala comercial com uma sócia de peso: a Sumitomo Corporation. O ingresso da japonesa na companhia deve impulsionar a produção da Cosan Biomassa que, na época do anúncio de formação da joint venture, já contava com contrato de longo prazo de aquisição de bagaço e negociava o primeiro contrato de venda do produto final no mercado internacional.
Marina Gallucci – novaCana.com