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Coruripe tem aumentos de lucro, receita, custos e empréstimos na temporada 2022/23

Resultado líquido da companhia atingiu R$ 511,29 milhões, aumento anual de 23,6%

NovaCana 9 min de leitura

Durante a temporada 2022/23, o grupo Coruripe obteve números positivos e recordes, incluindo um lucro líquido de R$ 511,29 milhões, 23,6% acima dos R$ 413,79 milhões registrados um ano antes. Além disso, esta foi a terceira temporada seguida de incremento no resultado líquido da companhia.

Os números divulgados pela própria empresa consideram as demonstrações financeiras da Coruripe Holding, controladora da Usina Coruripe Açúcar e Álcool. A controlada possui um terminal rodoferroviário em Fernandópolis (SP) e um em Iturama (MG), além de dois escritórios administrativos, um em Maceió (AL) e outro em São Paulo (SP).

Quanto às unidades industriais, uma fica em Coruripe (AL) e quatro em Minas Gerais, nos municípios de Campo Florido, Carneirinho, Iturama e Limeira do Oeste. Juntas, as usinas moeram 13,71 milhões de toneladas de cana-de-açúcar em 2022/23, aumento de 14,9% ante as 11,93 milhões de toneladas do ciclo anterior.

Ainda de acordo com o documento, durante a safra 2022/23, o grupo manteve o foco no controle de custos e na reforma e expansão de canaviais. O objetivo é atender a demanda dos investimentos na nova fábrica de açúcar, localizada em Limeira do Oeste. A previsão de aumento da moagem é de 1 milhão de toneladas de cana a partir da safra corrente, 2023/24.

A sucroenergética também consolidou, a partir de junho de 2022, a operação no novo Terminal Ferroviário de Iturama. Conforme a empresa, a mudança ocorreu para aproveitar a localização privilegiada da unidade de Iturama, às margens da ferrovia Norte Sul.

“[A Coruripe] migrou definitivamente as operações de embarque do açúcar VHP das unidades de Carneirinho e Iturama destinado à exportação via porto de Santos (SP), extinguindo o transporte rodoviário desse produto para o terminal ferroviário de Fernandópolis (SP)”, segundo o relatório.

O presidente da companhia, Mario Lorencatto, comenta em release divulgado pela empresa que os bons resultados também foram impulsionados pelo início da operação do terminal rodoferroviário. “Obtivemos ganhos significativos em eficiência e otimização logística”, completa.

O documento detalha que a Coruripe tem investido, ainda, em inovação tecnológica, transformação digital e políticas ambientais visando competitividade e eficiência operacional. Adicionalmente, há capital sendo destinado para projetos de irrigação, produção de energia e desenvolvimento de novos produtos.

Confira no texto completo, exclusivo para assinantes NovaCana, mais detalhes sobre os resultados financeiros da Coruripe na temporada 2022/23, assim como a posição das dívidas da companhia com empréstimos e financiamentos e suas perspectivas para os próximos ciclos.

Durante a temporada 2022/23, o grupo Coruripe obteve números positivos e recordes, incluindo um lucro líquido de R$ 511,29 milhões, 23,6% acima dos R$ 413,79 milhões registrados um ano antes. Além disso, esta foi a terceira temporada seguida de incremento no resultado líquido da companhia.

Os números divulgados pela própria empresa consideram as demonstrações financeiras da Coruripe Holding, controladora da Usina Coruripe Açúcar e Álcool. A controlada possui um terminal rodoferroviário em Fernandópolis (SP) e um em Iturama (MG), além de dois escritórios administrativos, um em Maceió (AL) e outro em São Paulo (SP).

Quanto às unidades industriais, uma fica em Coruripe (AL) e quatro em Minas Gerais, nos municípios de Campo Florido, Carneirinho, Iturama e Limeira do Oeste. Juntas, as usinas moeram 13,71 milhões de toneladas de cana-de-açúcar em 2022/23, aumento de 14,9% ante as 11,93 milhões de toneladas do ciclo anterior.

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Ainda de acordo com o documento, durante a safra 2022/23, o grupo manteve o foco no controle de custos e na reforma e expansão de canaviais. O objetivo é atender a demanda dos investimentos na nova fábrica de açúcar, localizada em Limeira do Oeste. A previsão de aumento da moagem é de 1 milhão de toneladas de cana a partir da safra corrente, 2023/24.

A sucroenergética também consolidou, a partir de junho de 2022, a operação no novo Terminal Ferroviário de Iturama. Conforme a empresa, a mudança ocorreu para aproveitar a localização privilegiada da unidade de Iturama, às margens da ferrovia Norte Sul.

“[A Coruripe] migrou definitivamente as operações de embarque do açúcar VHP das unidades de Carneirinho e Iturama destinado à exportação via porto de Santos (SP), extinguindo o transporte rodoviário desse produto para o terminal ferroviário de Fernandópolis (SP)”, segundo o relatório.

O presidente da companhia, Mario Lorencatto, comenta em release divulgado pela empresa que os bons resultados também foram impulsionados pelo início da operação do terminal rodoferroviário. “Obtivemos ganhos significativos em eficiência e otimização logística”, completa.

O documento detalha que a Coruripe tem investido, ainda, em inovação tecnológica, transformação digital e políticas ambientais visando competitividade e eficiência operacional. Adicionalmente, há capital sendo destinado para projetos de irrigação, produção de energia e desenvolvimento de novos produtos.

O NovaCana entrou em contato com a Coruripe para comentar os resultados, porém a empresa se encontra em período de silêncio.

Resultado operacional

A relação entre receitas e gastos da Coruripe também melhorou no período, saindo de 72,5% no ciclo anterior para 69,1% em 2022/23. Isso ocorreu porque o aumento da receita foi superior ao dos gastos.

Os custos dos produtos vendidos saíram R$ 2,17 bilhões para R$ 2,53 bilhões, incremento de 16,8%. A receita operacional líquida, por sua vez, aumentou 22,6%, de R$ 2,99 bilhões para R$ 3,66 bilhões.

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Os principais rendimentos foram com o açúcar VHP, atingindo um ganho de R$ 1,73 bilhão (+30%), seguido do açúcar cristal, com R$ 320,4 milhões (+65,9%). Já o etanol anidro rendeu R$ 723,7 milhões (+5,6%), enquanto o hidratado gerou R$ 514,4 milhões (+22,1%).

No caso dos gastos, a maior cifra foi com a matéria-prima, atingindo R$ 1,24 bilhão (+18,1%). O valor foi seguido pelas depreciações, com R$ 663,02 milhões (+26,6%).

Com isso, o lucro bruto da companhia ficou em R$ 1,13 bilhão, apresentando alta de 37,8% no comparativo com os R$ 820,21 milhões do ciclo 2021/22.

Segundo a companhia, a geração de caixa operacional, medida pelo Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização), alcançou recorde histórico de R$ 1,4 bilhão, um aumento de 31,4% em relação aos R$ 1,1 bilhão reportados na safra anterior.

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Ainda de acordo com a Coruripe, a empresa destinou 60,3% da moagem para a produção de açúcar durante o ciclo 2022/23, com 7,6% de açúcar cristal vendido no mercado doméstico e 52,7% de açúcar VHP destinado à exportação. Os 39,7% restantes da moagem foram voltados para a produção de etanol.

“Os fundamentos da companhia vêm se reforçando, com a confirmação dos bons resultados auditados da safra passada e as projeções de novos recordes para a safra corrente, estabelecendo, assim, uma base sólida que permitirá alcançarmos patamares ainda maiores de desempenho nos anos subsequentes”, detalha a empresa.

Na safra 2022/23, 35,3% da cana-de-açúcar foi proveniente de lavouras próprias e de parcerias agrícolas, incluindo parcerias com acionistas e empresas ligadas, e 64,7% de fornecedores terceiros. No ciclo anterior, as porcentagens eram de 33,7% e 66,2%, respectivamente.

“As receitas do grupo estão sujeitas a flutuações sazonais, uma vez que os produtos acabados produzidos durante o período de safra são armazenados para serem vendidos durante todo o ano”, pondera o documento.

Empréstimos e financiamentos

Os valores da dívida bruta da Coruripe com empréstimos e financiamentos também aumentaram, considerando a posição encerrada em 31 de março de 2023.

Levando em conta o comprometimento no curto prazo, eles saíram de R$ 800,69 milhões para R$ 904,39 milhões, alta de 13%. Já os vencimentos superiores a 12 meses passaram de R$ 2,52 bilhões para R$ 2,74 bilhões, alta de 8,5%.

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Somando as duas modalidades, a posição de dívida da Coruripe estava em R$ 3,64 bilhões, 9,6% acima de um ano antes, quando era de R$ 3,32 bilhões.

Expectativas para 2023/24

A empresa ainda afirma que, nos aspectos comerciais, segue com fundamentos favoráveis entre oferta e demanda no mercado internacional e ciclos de preços positivos.

Na safra atual, o açúcar VHP, que representa mais da metade do portfólio da Coruripe, deve ser precificado em níveis cerca de 30% acima no comparativo com o preço médio da safra anterior e 96% do volume já estava fixado, conforme a empresa. “O mercado interno de açúcar cristal tem também apresentado preços e rentabilidade consistentes”, pontua.

“Após um início de safra promissor, com resultados melhores que os inicialmente projetados, reforçamos nosso compromisso e estratégia de redução do endividamento e criação de valor aos acionistas e stakeholders”, Mario Lorencatto (Coruripe)

O presidente da empresa completa: “A presença crescente da Coruripe nesse segmento de mercado reflete a excelente qualidade da nossa marca própria e o crescimento recente da capacidade de produção a partir dos investimentos realizados na expansão da nossa refinaria de Campo Florido, atingindo volumes recordes de comercialização e em níveis melhores que o inicialmente orçado”.

Ele ressaltou que, no início da safra, o etanol estava com preços acima do orçamento, amparado principalmente pela maior e crescente participação da Coruripe no mercado internacional. A meta, de acordo com a sucroenergética, é chegar a mais de 25% do volume exportado em relação ao total do biocombustível comercializado na safra 2023/24.

Operacionalmente, a companhia iniciou uma safra em que terá capacidade plena de processar mais de 15 milhões de toneladas. “Isso é reflexo do retorno dos investimentos, feitos nos últimos anos, com foco em renovação e expansão do canavial, modernização da frota agrícola, maior participação de cana própria e ativos industriais”, afirma o diretor financeiro da Coruripe, Thierry Soret.

De acordo com o diretor financeiro, para a safra 2024/25, haverá aumentos produtivos. A maior parte dos investimentos já terão sido realizados na expansão da unidade em Limeira do Oeste. Com o aumento na capacidade de moagem em 1 milhão de toneladas de cana e a instalação de uma fábrica de açúcar, ele acredita ser possível produzir 185 mil toneladas da modalidade VHP por safra.

“A Coruripe terá os frutos colhidos de mais de R$ 330 milhões de receita e R$ 200 milhões de Ebitda incrementais, atingindo a capacidade de 16 milhões de toneladas de moagem”, projeta Soret. A companhia inaugurou também uma nova térmica em Alagoas, a CVW, o que deve dobrar a venda de energia elétrica cogerada naquela unidade, ainda conforme a empresa.

Gabrielle Rumor Koster – NovaCana

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