Cerca de 3,5 mil cortadores de cana-de-açúcar que prestam serviço às usinas paraibanas receberão neste mês uma gratificação compensatória correspondente a mais de R$ 1 milhão, de acordo com a convenção coletiva assinada entre o Sindicato da Indústria de Fabricação de Álcool na Paraíba (Sindalcool-PB) e a Federação dos Trabalhadores na Agricultura na Paraíba (Fetag), que estabelece, dentre outras cláusulas, o pagamento de uma gratificação compensatória, de acordo com o preço referencial da tonelada de cana cortada.
Para o presidente do Sindalcool, Edmundo Barbosa, a gratificação compensatória aos cortadores de cana se dá em razão da valorização do etanol que acaba se refletindo no valor do insumo, uma forma de participação dos trabalhadores.
O acompanhamento dos preços do etanol anidro e hidratado nas usinas em vários Estados, entre eles, a Paraíba, é publicado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq-USP.
Quando o preço do etanol está mais elevado, ele influencia o preço referencial do açúcar total recuperável (ATR), que representa a qualidade da cana, uma medida de rendimento ao ser convertida em açúcar ou álcool através dos coeficientes padrão de transformação nas usinas.
O ATR é calculado pelo Sindalcool com base no valor dos preços de mercados, fundamentado pelo conselho que reúne representantes de produtores rurais de cana-de-açúcar, de usinas de açúcar e destilarias de álcool do Estado da Paraíba (Consecana).
O preço referencial líquido da tonelada de cana-de-açúcar de cada mês é aferido pelo Consecana, publicado em meio eletrônico pelo Sindalcool e informado mensalmente para pagamento no mês subsequente, além de ser divulgado para todos os signatários da convenção.