Etanol: Meio ambiente

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Copersucar reduz volume de resíduos encaminhados para aterros em 84%

Na última safra, companhia aumentou reciclagem, reutilização e compostagem do material em 19%


Copersucar - Publicado: 13 Jan 2023 - 13:45
Copersucar reduz volume de resíduos encaminhados para aterros em 84%

“Este ganho ambiental foi conquistado em um período em que crescemos a nossa produção e comercialização”, comemora Fabiano Messias

Em nota à imprensa divulgada hoje, a Copersucar afirmou que uma das prioridades de sua operação logística é o cuidado com o meio ambiente. Entre as ações realizadas, a companhia destaca o trabalho da gestão ambiental para o direcionamento correto dos resíduos e a redução do uso de aterros sanitários.

Segundo a Copersucar, nas últimas quatro safras, a destinação para os aterros caiu 84%. Grande parte deste desempenho se deve à expansão do trabalho de reciclagem, reutilização e compostagem dos resíduos. Desde a safra 2018/19, o volume de resíduo orgânico tratado cresceu 45%, totalizando, no último ciclo, mais de 951 toneladas. Considerando apenas os últimos 12 meses, a evolução foi de 19%.

“Nosso objetivo é buscar o que chamamos de Aterro Zero. No último biênio, ampliamos a prática de métodos mais nobres, como a reciclagem, a reutilização e a compostagem, o que contribuiu significativamente para a redução do descarte de resíduos nos terminais”, comenta o gerente de operações da Copersucar, Fabiano Messias.

Ele conta que boa parte dos projetos surge de dentro da própria companhia, por meio do Sistema Integrado de Melhoria Contínua (SIM), desenvolvido para aperfeiçoar os processos operacionais nos terminais da Copersucar.

Uma destas iniciativas veio da funcionária Renata Junko, que utilizou a metodologia “Lean” para trabalhar o reaproveitamento de parte do material de varrição gerado no Terminal Açucareiro Copersucar (TAC), localizado em Santos (SP).

O terminal retira uma média de 220 toneladas de resíduos orgânicos por ano, compostos em sua maioria por restos de produtos (como açúcar, soja ou milho), água e outros componentes e materiais (impurezas). Até então, a compostagem deste resíduo, que tinha como produto final o adubo, gerava um custo de mais de R$ 100 mil por ano.

O projeto de Junko focou na economia circular e recuperação energética, reciclando o material de varrição para produzir álcool de limpeza. Segundo a Copersucar, esse processo permitiu eliminar os custos de transporte e tratamento, com um ganho ambiental ainda maior, uma vez que o álcool produzido retorna como material para limpeza.

“Muitas vezes, um projeto ambientalmente adequado não se viabiliza devido ao alto custo. Para que se sustente, é importante olhar para soluções que contemplem tanto os aspectos ambientais quanto os financeiros”, completa Junko.