A Copersucar, maior exportadora brasileira de açúcar, declarou força maior para alguns exportadores de açúcar independentes com contratos de envio no terminal do Porto de Santos, após o incêndio que atingiu seus armazéns no local, segundo a Louis Dreyfus Commodities. ´Podemos confirmar agora que a Copersucar declarou força maior´, disse Eleni Androulaki, uma porta-voz da LDC. Os negócios brasileiros da Bunge também confirmaram a informação.
O termo ´força maior´ se refere a uma cláusula geralmente incluída nesses contratos e que oferece às empresas certa margem de manobra quando circunstâncias extraordinárias, como incêndios, desastres naturais ou guerras, prejudicam sua capacidade de cumprir obrigações.
Ainda não se sabe ao certo quais as mudanças que a Copersucar teria feito em seus planos de entrega. Um porta-voz da companhia disse nesta segunda-feira, 21, não poder confirmar se a empresa havia declarado força maior.
A Copersucar disse na sexta-feira, 18, que o incêndio havia atingido 180 mil toneladas de açúcar e, na noite de terça, 22, deu alguns detalhes sobre o estado do terminal, onde a empresa havia dobrado a capacidade em junho para 10 milhões de toneladas por ano, antes do incêndio. "Nós pudemos entrar pela primeira vez no domingo e posso dizer que os carregadores e equipamentos de carregamento estão ilesos, o que é uma boa notícia", disse Souza.
Em 1º de outubro, a Louis Dreyfus Commodities acertou o recebimento físico de aproximadamente 1,49 milhão de toneladas de açúcar em cumprimento a contratos futuros da Bolsa de Nova York (ICE Futures US). Dois terços desse montante deveriam ser entregues até meados de dezembro através do Porto de Santos, e parte viria da Copersucar, segundo traders.
Adaptado por novaCana.comCom informações da Dow Jones Newswire e
Reuters