Etanol: Meio ambiente

Etanol: Meio ambiente

COP 21 tem potencial para destravar expansão do etanol no Brasil


NovaCana - Publicado: 11 Ago 2015 - 15:30 | Atualizado: 21 Ago 2015 - 10:35

A 21ª Conferência do Clima (COP 21), que acontece em Paris, em dezembro próximo, pode ser um divisor de águas para o futuro do etanol na matriz energética. A expectativa é que o evento traga para o Brasil compromissos obrigatórios de redução de emissões de gases de efeito estufa (GEEs).

Uma das consequências possíveis do evento envolvem valores que fazem os olhos de qualquer usineiro brilhar. No caso da criação de um mercado obrigatório de créditos de carbono, o benefício chegaria a R$ 87,2 bilhões para os próximos 15 anos, o que representa R$ 0,60 por litro de etanol adicional produzido (veja os detalhes deste cálculo abaixo).

No país, o etanol de cana-de-açúcar é o potencial principal aliado para a redução das emissões, considerando o benefício ambiental e social gerados pela cadeia sucroenergética, além do forte impacto do setor de transporte nas emissões, passível de ser mitigado pelo renovável.

“O novo acordo a ser adotado na COP 21 exigirá a construção de políticas públicas que permitam ao Brasil reduzir emissões e crescer”, aponta o diretor-geral da Agroícone, Rodrigo Lima. A questão é se a cana-de-açúcar fará parte dessa estratégia de desenvolvimento sustentável.

Veja a seguir o cenário traçado pelo instituto caso o setor canavieiro seja um protagonista da COP 21. E ainda as provocações sobre a ausência de uma visão mais definitiva de valorização dos atributos positivos do etanol.


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