“A formação de viveiros foi abandonada. A qualidade da muda foi esquecida. Muda não tem nada a ver com o canavial comercial. As práticas são totalmente diferentes para obter uma boa viabilidade de gema e uma boa brotação no campo”. A declaração é do diretor da Asas, Álvaro Sanguino, durante evento ocorrido em Ribeirão Preto (SP).
A crítica se deu sob a perspectiva das doenças que afetam os canaviais e que seriam mitigadas com uma maior atenção à qualidade das mudas.
O consultor defende que a maioria das usinas e produtores usa a cana que está mais próxima e desconhece a real qualidade daquela planta. “Uma pergunta que eu faço sempre é: você faz teste de viabilidade das gemas antes de plantar a cana? Qualquer cultura de semente faz isso”, complementa.
Com isso, doenças sistêmicas acabam obstruindo o sistema vascular da cana, conforme Sanguino, tornando-a fisiologicamente perturbada. “Se nós plantarmos uma cana doente, ela não vai absorver a água e nem nada do solo, pois ela está se defendendo de um problema”, detalha.
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