Milho

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Contratos futuros do milho sobem levemente com B3 buscando acomodação

Negociações em Chicago permaneceram em campo misto, acompanhando dia a dia do clima nos Estados Unidos


Notícias Agrícolas - Publicado: 24 Jun 2021 - 07:22

Nesta quarta-feira, 23, os preços do milho caíram no mercado físico brasileiro. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, não foram percebidas valorizações em nenhuma das praças.

Já as desvalorizações apareceram em Ponta Grossa (PR), Cascavel (PR), Palma Sola (SC), Tangará da Serra (MT), Campo Novo do Parecis (MT), Brasília (DF), Dourados (MS), São Gabriel do Oeste (MS), Oeste da Bahia e Porto Paranaguá (PR).

De acordo com o reporte diário da Radar Investimentos, no Brasil, “a colheita da safrinha continua, mas trazendo pouco volume de produto para o mercado físico”.

A análise da Agrifatto Consultoria acrescenta que, no mercado físico, “o milho registra um baixo volume de negócios realizados, os preços continuam a cair nas principais praças do país e encosta nos R$ 88 por saca em Campinas (SP)”.

No Mato Grosso do Sul, por exemplo, o preço da saca do milho apresentou desvalorização de 8,83% entre 14 e 21 de junho de 2021, encerrando o período negociado a R$ 75,50. Ao mesmo tempo, a Federação da Agricultura e Pecuária do Mato Grosso do Sul (Famasul) reduziu sua estimativa de produção da safra de 9,013 milhões de toneladas para 8,251 milhões.

Já em Goiás, a saca do cereal encerrou a sexta-feira, 18, valendo, em média, R$ 69,40 com queda de R$ 10,63 ante semana anterior. “Além da forte influência do mercado futuro, o início da colheita, mesmo que incipiente, começa a pressionar o mercado, visto a elevação da oferta interna. Soma-se a isso a retração da parte compradora, que agora evita a realização de negócios, pressionando ainda mais os preços”, explica o Instituto para o Fortalecimento da Agropecuária de Goiás (Ifag).

B3

Os preços futuros do milho tiveram um dia de recuperação na bolsa brasileira B3, mas encerraram a quarta-feira em campo misto. As principais cotações registraram movimentações entre 0,34% negativo e 0,51% positivo ao final do dia.

O vencimento julho de 2021 foi cotado à R$ 81,21 com elevação de 0,51%; o setembro de 2021 valeu R$ 81,27 com ganho de 0,41%; o novembro de 2021 foi comercializado por R$ 82,32 com queda de 0,34%; e o janeiro de 2022 teve valor de R$ 85 com perda de 0,12%.

Para o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, as margens dos produtores brasileiros seguem muito positivas, mesmo neste momento em que a B3 já começa a se estabilizar.

“A B3 caiu ontem um pouco, mas hoje está subiu um pouquinho tentando se manter acima dos R$ 80 a saca, lembrando que a um ano atrás eram R$ 40 a saca e hoje está o dobro. Se afastou dos R$ 108, que chegou a trabalhar, mas está em um valor mais justo para o setor consumidor que passa a ver com mais otimismo esse segundo semestre”, diz.

Brandalizze ainda destaca que o espaço para novas baixas já não é tão grande, apesar de que a chegada da colheita vai provocar mais uma pressão nas próximas semanas.

Mercado externo

Já a bolsa de Chicago (CBOT) seguiu com os preços internacionais do milho futuro operando em campo misto nesta quarta-feira. As principais cotações registraram movimentações entre 3,25 pontos positivos e 4,5 pontos negativos ao final do dia.

O vencimento julho de 2021 foi cotado à US$ 6,64 com elevação de 4,5 pontos; o setembro de 2021 valeu US$ 5,51 com perda de 2 pontos; o dezembro de 2021 foi comercializado por US$ 5,35 com desvalorização de 3,25 pontos; e o março de 2022 teve valor de US$ 5,42 com baixa de 3,25 pontos.

Em relação ao fechamento da última terça-feira, esses índices representaram alta de 0,76% para o contrato de julho de 2021, mas houve queda de 0,36% para o setembro de 2021, de 0,74% para o dezembro de 2021 e de 0,73% para o março de 2022.

Segundo informações do site internacional Farm Futures, os preços do milho foram mistos em meio a uma rodada desigual de manobras técnicas. Os contratos próximos subiram modestamente devido aos fundamentos da forte demanda, mas os futuros de setembro caíram depois que as previsões favoráveis impulsionaram algumas vendas técnicas.

Antes da divulgação do relatório de exportação semanal do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), analistas esperam que a agência mostre vendas de milho variando entre 7,9 milhões e 35,4 milhões de bushels na semana encerrada em 17 de junho, mostrando confiança de que os totais podem subir acima da contagem da semana anterior de 11,6 milhões de bushels.

Guilherme Dorigatti Borges