Com o aumento da mistura de etanol anidro à gasolina, em vigor desde agosto, o biocombustível hidratado perdeu participação de mercado. Em outubro, entretanto, a participação de mercado do etanol ficou praticamente estável.
No período, o etanol representou 23,1% do volume abastecido com combustíveis do ciclo Otto, enquanto no mês anterior a parcela chegou a 23%. Assim, os motoristas adquiriram 1,81 bilhão de litros do biocombustível, alta de 3,5% em relação a setembro, mas retração de 2,3% ante outubro do ano anterior.
As informações sobre o andamento do mercado de combustíveis foram divulgadas pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) na última sexta-feira, 28.
Em outubro, o consumo de gasolina totalizou 4,05 bilhões de litros, com incrementos de 2,6% frente ao mês anterior e de 4,8% na comparação anual. Em gasolina equivalente, a demanda por combustíveis do ciclo Otto somou 5,26 bilhões de litros, com acréscimos de 2,8% ante setembro e de 1,8% em relação a um ano antes.
No acumulado do ano, o consumo total (também em gasolina equivalente) foi de 50,29 bilhões de litros, com alta anual de 2,3%. Para o etanol hidratado, entretanto, houve uma queda de 1,8%, para 17,56 bilhões de litros. Já a gasolina teve uma elevação de 4,3%, indo a 38,06 bilhões de litros.
Em São Paulo, maior estado produtor e consumidor do biocombustível, a demanda por etanol voltou a registrar aumentos. Em outubro, os motoristas adquiriam 915,3 milhões de litros, acréscimo de 3,6% em relação ao mesmo mês de 2024. Na comparação com setembro, a alta foi de 5,5%.
No caso da gasolina, o consumo subiu 2,3% ante setembro e 15,3% frente outubro de 2024, atingindo 867,72 milhões de litros.
No período, a demanda por combustíveis do ciclo Otto passou por um acréscimo de 7,7% na comparação anual e de 3,6% na mensal, para 1,48 bilhão de litros. Com isso, a participação de mercado do etanol apresentou uma leve recuperação, para 41,5%.
No acumulado do ano, o consumo de biocombustível no estado totalizou 8,59 bilhões de litros, o que representa uma baixa de 0,6% ante os 7,66 bilhões de litros vistos um ano antes. Já a gasolina passou por um aumento de 4,7% no mesmo comparativo, indo a 8,02 bilhões de litros.






Giully Regina – NovaCana
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