A tendência de recuo na participação de mercado do etanol hidratado voltou a ser percebida em novembro, após ligeiras elevações nos dois meses anteriores. No período, 22,7% do volume abastecido pelos motoristas brasileiros foi de biocombustível; um ano antes, a fatia era de 25,9%.
Com isso, o consumo totalizou 1,68 bilhão de litros no mês, recuo de 8,7% em relação a outubro e de 6,6% ante novembro de 2024.
As informações sobre o andamento do mercado de combustíveis foram divulgadas pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) em 5 de janeiro.
Em novembro, o consumo de gasolina totalizou 3,85 bilhões de litros, com queda de 7,1% frente ao mês anterior, mas alta de 5,2% na comparação anual. Em gasolina equivalente, a demanda por combustíveis do ciclo Otto somou 4,98 bilhões de litros, com baixa de 7,5% ante outubro e elevação de 1% em relação a um ano antes.
No acumulado do ano, o consumo total (também em gasolina equivalente) é de 55,38 bilhões de litros, com alta anual de 2,4%. Para o etanol hidratado, entretanto, houve uma queda de 2,1%, para 19,27 bilhões de litros. Já a gasolina teve uma elevação de 4,6%, indo a 42 bilhões de litros.
Em São Paulo, maior estado produtor e consumidor do biocombustível, a demanda por etanol voltou a registrar retração. Em novembro, os motoristas adquiriam 834,01 milhões de litros, queda de 2,7% em relação ao mesmo mês de 2024. Na comparação com outubro, a diminuição foi de 8,9%.
No período, a demanda por combustíveis do ciclo Otto no estado passou por uma baixa de 7,2% na comparação mensal, mas com alta de 3,4% no ano, para 1,38 bilhão de litros. Com isso, a participação de mercado do etanol caiu para 40,7%.
No acumulado de 2025, o consumo de biocombustível em São Paulo totalizou 9,42 bilhões de litros, o que representa uma retração de 0,2% ante o volume de um ano antes.






Renata Bossle – NovaCana
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