Em agosto, os motoristas demandaram 1,77 bilhão de litros de etanol – alta de 25,4% em relação aos 1,41 bilhão de litros vistos no mesmo mês em 2023. Já na comparação com julho, o acréscimo foi mais sutil, com 1,1%.
As informações sobre o andamento do mercado de combustíveis foram divulgadas pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) na última terça-feira, 1º.
No acumulado do ano, as aquisições de etanol totalizaram 14,27 bilhões de litros, alta anual de 49,1%. Apesar do crescimento, o volume ainda ficou levemente abaixo do recorde registrado em 2019, de 14,5 bilhões de litros.
O consumo de gasolina, por sua vez, mostra uma leve tendência de queda. Mesmo com um crescimento mensal de 1,1% na demanda, para 3,81 bilhões de litros, a comparação anual trouxe uma baixa de 2,2%.
No acumulado do ano, as vendas do combustível fóssil somaram 28,99 bilhões de litros. Em relação aos 30,81 bilhões de litros registrados até agosto de 2023, a queda é de 5,9%.
Desta forma, a participação de mercado do etanol se manteve estável entre julho e agosto, com 24,8%. Ainda assim, o percentual representa um aumento relevante em comparação com anos anteriores. Em agosto de 2023, a fatia era de 17,9%; e, no ano anterior, de 19%.
Com isso, a demanda por combustíveis do ciclo Otto chegou a 5,06 bilhões de litros em agosto, alta de 1,1% em relação ao mês anterior e de 3,5% na comparação anual. No acumulado do ano, o volume total subiu 4%, para 39,08 bilhões de litros.
A expectativa do mercado é que o projeto de lei Combustível do Futuro, que deve ser sancionado na próxima semana, traga um novo impulso para a demanda de biocombustíveis. O texto cria incentivos para os combustíveis renováveis, reforçando a transição energética brasileira.
Em São Paulo, maior estado produtor e consumidor de etanol, a demanda pelo biocombustível em agosto foi de 873 milhões de litros, acréscimo de 7,8% no mês e de 21,8% no ano. No mesmo período de 2023, os motoristas demandaram 717 milhões de litros.
A demanda total do ciclo Otto, por sua vez, teve um aumento mensal de 5,3%, para 1,44 bilhão de litros. Em relação ao ano anterior, a alta foi de 3,6%. Desta forma, a participação de mercado do etanol subiu para 43%.
No acumulado do ano, o consumo paulista de etanol hidratado chegou a 6,79 bilhões de litros, alta de 34,3% ante o mesmo período de 2023, quando foram demandados 5,06 bilhões de litros.






Giully Regina – NovaCana
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