Depois de acumular altas em 2024, o consumo de etanol iniciou 2025 com uma manutenção dessa tendência. Em janeiro, os motoristas demandaram 1,8 bilhão de litros do biocombustível, uma leve alta de 1,2% em relação ao ano passado.
Por outro lado, com o fim das férias de verão, foram adquiridos 1,62 bilhão de litros de etanol em fevereiro, retração mensal de 10,1% e anual de 6,6%. No mesmo mês em 2024, o consumo havia sido de 1,73 bilhão de litros.
As informações sobre o andamento do mercado de combustíveis foram divulgadas pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) na última terça-feira, 25.
Com isso, no primeiro bimestre do ano, o consumo de etanol totalizou 3,42 bilhões de litros, baixa de 2,7% em relação aos 3,51 bilhões de litros vistos no ano anterior.
Na série histórica, iniciada em 2000, o maior volume de etanol consumido nos dois primeiros meses do ano ocorreu em 2020, com 3,67 bilhões de litros.
No final de fevereiro, a StoneX avaliou que a tendência para 2025 é de que a gasolina passe por uma recuperação nas vendas, enquanto o etanol deve reduzir 1,8% no ano, totalizando 21,2 bilhões de litros. Segundo a consultoria, a queda é justificada pela menor competitividade do renovável frente ao fóssil.
Por enquanto, a demanda pela gasolina caiu. Em fevereiro, as aquisições pelo combustível fóssil somaram 3,33 bilhões de litros, retração de 11,1% em relação ao mês anterior. Na comparação anual, por outro lado, houve um acréscimo de 2,1%.
No acumulado do ano, a gasolina teve alta de 1,6% no consumo, totalizando 7,08 bilhões de litros.
Ainda assim, a participação de mercado do etanol cresceu 0,2 ponto percentual em fevereiro ante janeiro, para 25,6%, ficando abaixo da média do ano passado, mas acima da de 2023. No mesmo mês em 2024, a fatia era de 27,3%; no ano anterior, 17%.
No total, a demanda por combustíveis do ciclo Otto chegou a 4,47 bilhões de litros em fevereiro, queda de 10,8% ante janeiro. Na comparação anual, a retração foi de 0,3%.
Já no acumulado do ano, o volume demandado subiu 0,4%, somando 9,49 bilhões de litros.
Em São Paulo, maior produtor e consumidor de etanol do Brasil, a demanda pelo biocombustível também caiu. Em fevereiro, os motoristas adquiriram 754 milhões de litros, retração de 8,9% no ano e de 8,2% no mês.
O consumo do ciclo Otto também passou por uma baixa mensal de 9,2%, para 1,18 bilhão de litros. Na comparação anual, a queda foi de 7%. Desta forma, a participação de mercado do etanol teve uma leve alta, para 45,3%.
No acumulado do ano, o consumo paulista de etanol hidratado chegou a 1,58 bilhão de litros, retração de 4,4% ante o mesmo período de 2024, quando foram demandados 1,65 bilhão de litros.






Giully Regina – NovaCana
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