O mercado de combustíveis encerrou o ano de 2017 com um crescimento no volume consumido para o Ciclo Otto (menos GNV). No total, foram 53,8 bilhões de litros – um acréscimo de 0,87% em relação ao total registrado no ano anterior. Esse também é o resultado mais alto já registrado.
Os dados sobre o consumo de gasolina e etanol (convertido em gasolina equivalente) são da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Especificamente no mês de dezembro de 2017, o consumo atingiu um volume de 4,92 bilhões de litros. Esse montante representa uma queda de 2,3% em relação ao consumido no mesmo mês de 2016, quando os brasileiros compraram 5,03 bilhões de litros de combustíveis.
Ao mesmo tempo, houve um avanço de 12,2% na comparação com novembro, seguindo uma curva de aumento de consumo comum para o período.


Apesar do volume recorde no consumo total de combustíveis, o etanol registrou uma queda de 6,47% no ano de 2017. O consumo do biocombustível de cana-de-açúcar entre janeiro e dezembro foi 13,64 bilhões de litros – frente à demanda de 14,59 bilhões de litros no ano anterior. A queda se deve principalmente à fraca participação de mercado do combustível renovável, vista especialmente no primeiro semestre do ano.
Considerando as demandas por unidade da federação, a maior parte do biocombustível é consumida em São Paulo. Em dezembro foram 763 milhões de litros, somando 7,69 bilhões no acumulado de 2017. Em comparação com o total consumido em 2016, a queda foi ainda mais acentuada que a da média nacional, chegando a 8%.
Entre os demais estados produtores de cana-de-açúcar, Paraná e Goiás também registraram uma queda no consumo em relação a 2016: 14,3% e 3,5%, respectivamente. Já Mato Grosso e Minas Gerais tiveram um crescimento anual, nesse caso de 12,4% e 1,5%.

Por sua vez, o montante de etanol consumido nacionalmente apenas em dezembro de 2017 foi de 1,50 bilhão de litros. Isso representa um aumento de 30,9% em comparação com o mesmo mês do ano anterior.
Apesar do crescimento, é preciso notar que a demanda sofreu uma grande queda a partir de outubro de 2016 e voltou a se recuperar apenas a partir de agosto de 2017. O consumo de etanol em dezembro de 2017, inclusive, está abaixo do 1,55 bilhão visto no mesmo período em 2015.

Na comparação com o consumo nacional de gasolina, o etanol manteve uma participação de mercado praticamente estável em dezembro. No mês, o combustível correspondeu a 21,55% do consumo, contra 21,60% em novembro. Em dezembro de 2016, esse índice era de 16,08%.
Em São Paulo, onde o etanol apresentou uma relação competitiva de preço durante boa parte do mês, a preferência do consumidor alcançou 38,04%, ficando atrás de Goiás, com 41,8%.

Assim, apesar do aumento no volume de etanol consumido em dezembro, a participação de mercado quase estável em âmbito nacional demonstra que o consumo de gasolina cresceu proporcionalmente. Ou seja, ela passou de 3,43 bilhões de litros em novembro para 3,86 bilhões de litros em dezembro.
No acumulado do ano – ao contrário do que aconteceu com o etanol – o combustível fóssil também registrou crescimento: 2,63%. Nesse caso, o consumo de gasolina cresceu de 43,02 bilhões de litros em 2016 para 44,15 bilhões em 2017.

Renata Bossle – novaCana.com
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