Em meio a motores mais eficientes e ao crescimento na frota de veículos elétricos, mercado se torna mais limitado para produtores de etanol, apontam especialistas durante a Conferência NovaCana 2026
Entre as companhias de petróleo, a previsão é que o pico da demanda do produto ocorra na virada para a próxima década. A britânica BP chegou a estimar que isso aconteceria em 2025, mas adiou sua visão para 2030. Já a francesa TotalEnergies é um pouco mais vaga ao esperar que o topo seja atingido “após 2030”.
Estas visões impactam diretamente o mercado de biocombustíveis. Durante a Conferência NovaCana 2026, realizada em São Paulo (SP), diversos especialistas trataram sobre a aproximação do teto do consumo de combustíveis do ciclo Otto, especialmente com o avanço nas vendas de veículos elétricos, e o que isso significa para as produtoras de etanol.
Para o diretor comercial da Evolua Etanol, Alexandre Zebulun, o mercado deve enfrentar um cenário de sobreoferta no curto prazo, com uma “semente promissora” de elevação na demanda a partir de 2030. Ele ainda cita que, até o final da década, as usinas que processam milho devem adicionar 8 bilhões de litros à oferta.
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