Em março, o consumo de etanol hidratado se manteve em um movimento de declínio. No período, os abastecimentos somaram 1,27 bilhão de litros, o que representa uma queda de 17,3% em relação ao mesmo mês de 2022.
O movimento acontece mesmo em um cenário de ascensão para os combustíveis do ciclo Otto. Os motoristas de veículos leves demandaram 4,78 bilhões de litros em março, um acréscimo anual de 9%. Com isso, a participação do biocombustível neste mercado foi de 18,8%; um ano antes, ela era de 24,7%; e, em março de 2021, de 28%.
As informações sobre o andamento do mercado de combustíveis em 2023 foram divulgadas na última sexta-feira, 28, pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Apesar da queda, o cenário é otimista para o etanol. A StoneX prevê que o consumo nacional do biocombustível terá uma alta de 5,4% em 2023, enquanto a gasolina deverá subir 2,5%. A consultoria acredita que a volta da cobrança dos impostos federais deve favorecer o etanol, trazendo uma maior competitividade aos preços e enfraquecendo a demanda pelo combustível fóssil a partir do segundo trimestre do ano.
No acumulado de 2023, os abastecimentos com etanol somaram 3,43 bilhões de litros, queda de 7,6% ante os 3,71 bilhões de litros demandados no mesmo período de 2022. Além disso, em comparação com os 4,91 bilhões de litros vistos em 2021, a queda chega a 30,2%.
A gasolina, por sua vez, continua aumentando sua participação no mercado. No período, foram consumidos 11,43 bilhões de litros do fóssil, um aumento anual de 15,6%.
Desta forma, o consumo trimestral de combustíveis do ciclo Otto chegou a 13,85 bilhões de litros de gasolina equivalente, alta de 10,6% em relação ao ano passado. Na comparação com 2021, o acréscimo chega a 13,2%.
O volume representa um recorde para os três primeiros meses do ano desde o início da série histórica, iniciada em 2004.
Em São Paulo, maior estado produtor e consumidor do biocombustível, a demanda pelo biocombustível em março teve uma retração anual de 8,4%, alcançando 686 milhões de litros. O consumo de combustíveis de ciclo Otto, por sua vez, chegou a 1,39 bilhão de litros – alta anual de 5,5%.
No trimestre, o consumo paulista de etanol se manteve praticamente estável, com um aumento de 1%, para 1,85 bilhão de litros – no ano anterior, o volume foi de 1,83 bilhão de litros. Em relação aos 2,48 bilhões de litros de 2021, por outro lado, houve uma retração de 25,4%.






Giully Regina – NovaCana
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