Após estoques elevados e consequente consumo em alta, a demanda pelo etanol nos postos brasileiros segue aquecida. Com preços mais competitivos, o renovável consegue competir melhor com o correspondente fóssil, especialmente nos maiores estados produtores.
De janeiro a maio de 2019, o consumo de hidratado nos postos brasileiros foi de 9,03 bilhões de litros – o maior volume acumulado da série histórica, iniciada em 2000. A quantia ainda é 36,93% superior ao mesmo período do ano passado, conforme a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Somente em maio, o brasileiro consumiu 1,87 bilhão de litros, 2,92% a mais que em abril e 42,10% acima do mesmo período do ano anterior.
Somente em São Paulo, o consumo de hidratado foi de 978 milhões de litros no mês de maio, 37,94% a mais no comparativo anual. No acumulado, o volume foi de 4,69 bilhões de litros, ou 33,01% superior a 2018.
Observando o consumo do Ciclo Otto acumulado até maio, ele segue estável em comparação com as últimas safras – na mais recente, o volume foi de 21,91 bilhões de litros ante os 21,25 bilhões de litros do ano anterior. O que ocorreu foi a substituição feita pelo consumidor da gasolina C, que inclui a mistura de anidro, pelo renovável. O combustível fóssil teve redução de 16,59 bilhões de litros para 15,53 bilhões de litros. Vale lembrar que os valores de etanol hidratado foram convertidos em Gasolina C equivalente, a fim de oferecer igual comparação entre os combustíveis na demanda do Ciclo Otto.
Seguindo a lógica desta safra, de uma produção e consequente maior consumo do renovável, o cenário mostra que, em maio deste ano, 29,63% dos consumidores preferiram o etanol na hora de abastecer. Enquanto isso, o indicador era de 23,28% no mesmo mês do ano passado.
Já a evolução mensal do Ciclo Otto atingiu 4,46 bilhões de litros, 0,42% a menos que os 4,48 bilhões de abril, porém 11,61% acima do mesmo período de 2018.






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