No mês de novembro, a demanda brasileira por combustíveis do Ciclo Otto foi de 4,62 bilhões de litros, uma queda de 3,2% ante os 4,78 bilhões de litros registrados um mês antes. O dado foi divulgado na última quinta-feira (2) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Deste volume, 1,98 bilhão de litros, ou 42,88% do total, foram de etanol hidratado. A quantia mensal de hidratado adquirido pelos brasileiros em novembro foi 3,59% menor que em outubro, porém, 1,90% a mais que no mesmo período do ano passado.
A maior parte foi adquirida pelos consumidores paulistas: 1,02 bilhão de litros, 4,74% a menos que em outubro e 6,11% a mais que no mesmo período do ano anterior.
No acumulado até novembro de 2019, o consumo do biocombustível atingiu 20,4 bilhões de litros, 17,76% a mais que o acumulado de 2018, quando foram consumidos 17,33 bilhões, e o maior montante acumulado da série histórica iniciada em 2000.
Em outubro, este volume já estava próximo de ultrapassar o vendido em todo ano de 2018, necessitando de apenas 960 milhões de litros de consumo a mais para que ele ocorresse, o que se efetivou em novembro.
Em São Paulo, o acumulado foi de 10,6 bilhões de litros de hidratado, 18,84% a mais que o acumulado de 2018.
Enquanto isso, a gasolina C – que possui mistura de 27% de etanol anidro – teve uma queda de 0,86% no consumo de janeiro a dezembro, chegando a 34,60 bilhões de litros no acumulado.
Já exclusivamente no mês de novembro, o consumo caiu de 3,3 bilhões para 3,2 bilhões de litros.
O consumo de combustíveis do Ciclo Otto, no acumulado anual, foi de 49,03 bilhões de litros – também o maior volume já registrado da série histórica. Em 2018, o total consumido foi 47,14 bilhões de litros e, em 2017, 48,88 bilhões de litros. Considerando as quedas no consumo de gasolina, o volume mais elevado se deu pelo aquecimento do mercado de etanol.






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