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Consultor da Bioenergética Aroeira defende maior comunicação entre usina e consumidor

Jucelino Sousa enxerga que o consumidor pode se tornar um ‘advogado’ do produto; parcerias com distribuidoras também foram destacadas


NovaCana - Publicado: 29 Out 2021 - 09:54

O consultor de negócios da Bioenergética Aroeira, Jucelino Sousa, acredita que o setor sucroenergético vive um momento “muito especial” depois de 15 anos de muitas dificuldades. “O país tem condições muito diferenciadas para ter uma política de biocombustível sustentável”, diz.

Ele afirma que o presidente da Datagro, Plinio Nastari, sempre menciona alguns aspectos de força do setor, como visão de longo prazo, segurança jurídica, economicidade, estímulo à inovação, estratégia de desenvolvimento econômico e social consistente e coerência entre políticas públicas de energia e meio ambiente.

Mas Sousa ainda incluiu outros dois itens que considera importantes para o desenvolvimento do setor. O primeiro é a aproximação com o consumidor de etanol, a fim de engajar a sociedade nas externalidades positivas do biocombustível. “No momento em que a sigla ESG ganha mundialmente muita importância e protagonismo, o setor pode e deve se comunicar com o consumidor para trazê-lo como um ‘advogado’ do produto”, completa.

As declarações foram dadas durante a 21ª Conferência Internacional Datagro sobre Açúcar e Etanol, realizada em São Paulo (SP).

Sousa considera que o consumidor não vê o etanol como um produto agrícola que sofre com a volatilidade de preços na safra e na entressafra. “Ele compara com a gasolina e com a eficiência que o carro vai ter. Então, todas as ferramentas de comunicação com o consumidor devem ser utilizadas para que ele entenda as reais externalidades positivas que o etanol tem, não apenas a diferença de preço”, argumenta.

O consultor completa que existem ações de marketing que podem ser realizadas no próprio ponto de venda. “O etanol precisa desenvolver o seu valor e não trabalhar preço. Valor é muito mais do que preço, traz benefícios maiores do que se consegue enxergar no produto”, diz.

Já o segundo ponto trazido por Sousa para o desenvolvimento do setor é uma ampliação de investimentos e parcerias estratégicas com as distribuidoras de combustíveis. “O setor tem políticas muito criativas nas parcerias com os fornecedores de cana-de-açúcar, com as tradings, mas na distribuição temos muito a captar de sinergias que poderiam ser geradas em uma aproximação”, alega.

Ele ainda aponta que algumas empresas já caminham nesta direção, citando como exemplo a parceria entre a Copersucar e a Vibra Energia (antiga BR Distribuidora), firmada por meio de uma joint venture no final de agosto.

Gabrielle Rumor Koster – NovaCana