Atualmente, 222 empresas já demonstraram interesse em ingressar no RenovaBio. Segundo dados atualizados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) em 9 de janeiro, o número inclui desde companhias que comunicaram a contratação de firmas inspetoras até as unidades com certificação aprovada.
Entre um ponto e outro, as empresas passam por diversas etapas que incluem um processo de consulta pública. Dentro da regulamentação do programa, a consulta serve para conferir publicidade aos dados e abrir espaço para que outros agentes da sociedade questionem as informações que, adiante, serão a base de cálculo para a emissão dos créditos de descarbonização (CBios).
Entretanto, uma possibilidade, permitida pela Resolução ANP nº 802/2019, pode colocar em risco a transparência do programa – e duas unidades da Raízen tentaram se fazer valer desta opção. Trata-se da ocultação de informações consideradas sensíveis pela própria companhia.
Posteriormente, ambas as consultas foram retiradas do site da firma inspetora Green Domus, responsável pelo processo da empresa. “Nenhuma delas está ainda em consulta pública. Houve uma falha de comunicação, a ANP aprovou e depois nos pediu para retirar. Uma vez que a ANP aprove, daremos início formal da consulta pública”, explica o sócio-fundador da Green Domus, Felipe Bottini.
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