Por decisão do TRF-2 (Rio de Janeiro e Espírito Santo), a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) poderá retomar uma consulta pública sobre o uso de aplicativos na venda de combustíveis via delivery e a redução de algarismos nas bombas dos postos de abastecimento.
O debate inclui ainda o fim da exclusividade na venda aos postos com bandeira (que ostentam a marca do fornecedor), o que já foi permitido pelo governo federal por meio de uma medida provisória.
Desde agosto, o procedimento da ANP, inicialmente planejado para ser finalizado em setembro, estava suspenso judicialmente a pedido do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom), que representa as gigantes BR, Ipiranga e Raízen (Shell).
A entidade argumentava que, no âmbito da consulta, a agência havia omitido documentos e cometido “vícios de procedimento”. Apesar de ter funcionado na primeira instância, onde uma liminar paralisou os trabalhos, a justificativa não prosperou entre os desembargadores.
João Paulo Saconi