Se por um lado, a agência de classificação de risco Fitch tem sinalizado as perspectivas mais favoráveis, de curto a médio prazo, em relação ao volátil setor brasileiro de açúcar e etanol, parece que, por outro, nem todas as empresas sucroenergéticas têm as condições para se beneficiar imediatamente dessa possível nova fase sinalizada pela agência.
Enquanto a Jalles Machado conquistou uma estabilização dos ratings e uma manutenção de suas notas junto a Fitch, a Biosev, embora já classificada como estável, viu suas notas serem diminuídas. Os novos ratings ligaram o alerta para a probabilidade de inadimplência da companhia.
A avaliação traz duas nuances do cenário financeiro da Biosev. A companhia, assim como muitas empresas do setor, vive uma situação de endividamento delicada devido ao risco cambial, uma vez que grande parte de seus débitos está vinculada ao dólar. A justificativa do atual rebaixamento de rating incluiu análises do fluxo de caixa da companhia, das perspectivas de produção e também de parcerias comerciais.
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