A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estimou nesta quinta-feira que a safra total de milho do país deverá se recuperar após sofrer uma quebra em função das condições climáticas adversas em 2020/21.
O milho e a soja, que respondem pela maior parte da safra de grãos brasileira, devem dar impulso a uma nova produção recorde no ano que vem, de 289,6 milhões de toneladas de grãos, segundo a Conab.
Em sua primeira divulgação de projeções para a próxima temporada, a estatal indicou que a safra de milho 2021/22 atingirá 115,96 milhões de toneladas, salto de 33,8% na comparação anual, indicando uma recuperação após a quebra vista neste ano, quando o cultivo sofreu com seca e geadas.
A safra de verão do cereal deve somar 27,2 milhões de toneladas, aumento de 9% no ano a ano, enquanto a chamada safrinha – principal do milho no país – tende a saltar 45%, a 87,3 milhões de toneladas.
A área plantada com o cereal foi projetada em 20,6 milhões de hectares, alta de 3,9% na comparação anual, em estimativa que compreende 15,65 milhões de hectares na segunda safra (avanço de 5,2%) e 4,4 milhões de hectares na primeira – esta, praticamente estável na comparação anual.
Entre os fatores altistas para o milho, a Conab citou o baixo estoque de passagem, a oferta reduzida devido aos problemas climáticos e a valorização dos preços internacionais e do dólar.
No front baixista, por sua vez, a Conab vê incertezas sobre a demanda chinesa por milho e os custos de importação no nível dos preços nacionais.
Gabriel Araujo