Cana: Safra / Moagem

Cana: Safra / Moagem

Conab revisa estimativas da safra de cana-de-açúcar


NovaCana - Publicado: 08 Ago 2013 - 13:23 | Atualizado: 30 Nov -0001 - 21:00
Em seu segundo levantamento de safra, divulgado na manhã desta quinta-feira (08), a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) reviu para baixo a estimativa de moagem de cana para o período 2013/2014, embora a alteração seja bastante sutil: das 653,81 milhões de toneladas previstas inicialmente, agora devem ser moídas 652,02.

Sem uma grande alteração na estimativa de moagem, chama atenção no novo relatório da empresa as perspectivas para o mix da safra. A Conab agora apresenta uma projeção mais em linha com os resultados da safra, com uma perspectiva de 46,91% da cana indo para o açúcar. No 1º levantamento, divulgado em abril, a companhia estimou que 50,73% da cana iria para o açúcar.

Com isso, a produção de açúcar deverá totalizar 40,97 milhões de toneladas. Mesmo com redução de 5,94% ante a estimativa do primeiro levantamento, o volume ainda significa um aumento de 6,88% com relação ao total produzido na safra 2012/2013. Pouco mais de 70% do volume total será fabricado no Sudeste do país.

Estas alterações acarretam um crescimento de 5,43% na estimativa para produção de etanol, que será feita a partir de 53,09% de toda a cana moída no país. Dos 27,17 bilhões de litros do biocombustível que devem ser fabricados no país, 12,02 bilhões serão de anidro e 15,06 serão de hidratado. Os novos volumes representam acréscimo de 21,96% e 9,93% ante os da safra 2012/2013.

Área

A leve diminuição na estimativa de moagem vem acompanhada de uma redução na área de cana colhida: 8,799 milhões de hectares, ante os 8,893 do levantamento anterior. Pouco mais da metade desta área está localizada no estado de São Paulo e o segundo maior produtor, em área, deve continuar sendo Goiás.

Comparado ao espaço reservado à cana na safra passada, o crescimento das lavouras será de 3,7% ou 314 mil hectares, com maior expansão nos estados de São Paulo (95,5 mil ha), Minas Gerais (60,1 mil ha), Goiás (92,5 mil ha) e Mato Grosso do Sul (81,4 mil ha), justificada principalmente pela expansão das áreas de plantio em usinas em operação.

A renovação dos canaviais, que terá mais investimentos do que a expansão, deverá ser feita em 969 mil hectares, o que contribuirá para que a produtividade seja de 74.100 kg/ha, e não mais os 73.520 kg/ha estimados inicialmente.

Clima

Segundo a Conab, as adversidades climáticas continuam a afetar o Nordeste e, consequentemente, a produção regional de cana. Contudo, a empresa não menciona as chuvas acima da média e os períodos de frio extremo registrados no Centro-Sul entre maio e julho, os quais podem afetar os resultados finais da safra.

O documento na íntegra pode ser acessado aqui.

Vivian Faria – novaCana.com