Cana: Mercado

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Para Conab, restrição da oferta de cana-de-açúcar segue dando suporte aos preços


Conab - Publicado: 26 Out 2021 - 08:04

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou o relatório de análise mensal da cana-de-açúcar para os meses de setembro e outubro deste ano.

Segundo a entidade, a restrição da oferta interna do açúcar segue dando suporte ao aumento dos preços no mercado físico, com tendência de valorização no último trimestre de 2021 diante do cenário de queda da produção na safra 2021/22.

No mercado internacional, os preços do açúcar tendem a variações moderadas. O consumo mundial na safra 2021/22 deve atingir um recorde de 175 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 1,5% em relação ao ciclo anterior, influenciando na redução dos estoques globais, segundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

O documento também mostra que houve tendência de alta dos preços dos combustíveis neste último trimestre de 2021, movimento que é acentuado no caso dos etanóis anidro e hidratado em razão das adversidades climáticas que limitaram a produção da matéria-prima no campo.

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Exportações

No acumulado dos primeiros seis meses da safra 2021/22 (abril a setembro), o Brasil exportou cerca de 14,6 milhões de toneladas de açúcar, o que corresponde a uma redução de 12,3% na comparação com igual período do ciclo anterior.

A Conab aponta que, apesar do aumento dos preços internacionais na safra atual e da taxa de câmbio elevada no Brasil, a queda da produção interna restringe a disponibilidade de açúcar para exportação.

A exportação do etanol brasileiro no acumulado dos seis meses iniciais da safra 2021/22 atingiu um volume de 971 milhões de litros, o que representa um recuo de 33,6% na comparação com igual período da safra passada.

As importações também seguem limitadas na safra atual, desfavorecidas pela taxa de câmbio elevada no Brasil e tributação integral do etanol proveniente dos Estados Unidos desde o final de 2020. No acumulado de abril a setembro deste ano, o Brasil importou cerca de 81,4 milhões de litros de etanol, o que corresponde a uma redução de 68,7% em relação ao mesmo período do ciclo anterior.

Produção

A princípio, o 2º Levantamento da Safra 2021/22, divulgado pela Conab em agosto, indica que a produção de cana no atual ciclo deve apresentar um recuo de 9,5%, em comparação com a safra anterior, para 592,03 milhões de toneladas.

A queda é resultado da redução de 4,3% na área cultivada e de 5,5% na produtividade dos canaviais. Ainda segundo a Conab, a produção no campo é limitada pela seca prolongada e pela ocorrência de geadas nos meses de junho e julho, que podem impactar também a safra de 2022/23.

Apesar da ampliação do mix de produção a favor do açúcar e em detrimento do etanol, a produção deste produto na safra atual deve ficar limitada pela menor quantidade produzida no campo, totalizando 36,9 milhões de toneladas.

Já a produção de etanol total – considerando cana-de-açúcar e milho – deve apresentar um recuo de 10,8% em relação ao ciclo anterior, para 29,22 bilhões de litros. Isto ocorre devido à queda de 13,1% na produção de etanol de cana-de-açúcar, para 25,86 bilhões de litros.

A Conab estima um crescimento de 11,2% na produção de etanol proveniente de milho, alcançando 3,36 bilhões de litros.

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