A produção de grãos no Brasil deverá bater novo recorde com 315,8 milhões de toneladas na safra 2022/23. A previsão consta do 9º Levantamento da Safra de Grãos, divulgado nesta terça-feira, 13, pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Se confirmada a expectativa, ela representa um crescimento de 15,8% na comparação com a safra obtida no ciclo anterior – ou um volume superior de 43,2 milhões de toneladas.
Já a área destinada ao plantio apresenta crescimento de 4,8%, na comparação com o ciclo 2021/22, chegando a 78,1 milhões de hectares.
A expectativa é de que o milho também registre produção recorde, segundo o levantamento. A previsão é de uma colheita de 125,7 milhões de toneladas do grão, somadas as três safras do cereal ao longo do ciclo.
Caso a expectativa se confirme, o volume a ser colhido será 11,1% acima do produzido em 2021/22, o que representa um acréscimo de 12,6 milhões de toneladas. No levantamento anterior, publicado em maio, a expectativa era de 125,5 milhões de toneladas.
Na primeira safra do grão, a colheita está quase finalizada com uma produção de 27,1 milhões de toneladas, aumento de 8,2% ante 2021/22. Já para a segunda safra, em fase inicial de colheita, a Conab estima uma produção de 96,31 milhões de toneladas, aumento de 12,1% ante 2021/22.
“As condições climáticas têm sido favoráveis para o desenvolvimento da cultura até o momento”, relata o gerente de acompanhamento de safras da Conab, Fabiano Vasconcellos.
Ainda de acordo com a Conab, os “bons volumes” projetados de produção para milho no Brasil devem permitir a exportação de em torno de 48 milhões de toneladas do cereal.
“Neste novo levantamento, a Conab manteve estáveis as projeções do quadro de suprimentos da safra 2022/23 para os principais produtos analisados. Com isso, ainda se espera um volume recorde para as vendas internacionais de milho e soja no país”, informou a companhia.
Mas o gerente de estudos econômicos, estatísticos e política agrícola da Conab, Allan Silveira, pondera: “Ainda é preciso estar atento a alguns importantes fatores externos, como a safra norte-americana, que ainda pode ser impactada por questões climáticas, bem como a demanda do mercado chinês e a possibilidade de uma recessão mundial, entre outros fatores que afetam os preços e a demanda dos produtos”.
Pedro Peduzi