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Combustível está mais barato do que na época do governo Bolsonaro, diz Haddad


Agência Estado - Publicado: 10 Fev 2025 - 07:38

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, repetiu suas críticas ao governo Bolsonaro ao ser questionado sobre o preço dos combustíveis, dessa vez citando a privatização de refinarias feita durante a gestão passada.

“Quando você privatiza uma refinaria, ela vai gerar lucro para quem comprou. Você lembra que os postos de gasolina da BR eram da Petrobras; hoje não são mais da Petrobras, o Bolsonaro vendeu. Então, a gente tem que ter clareza de que você não conserta um país que foi destruído em dois anos”, afirmou, em entrevista à rádio Cidade, de Caruaru (PE) nesta sexta-feira, 7.

Haddad também argumentou que os preços do diesel e da gasolina acabaram influenciados pela alta do dólar, atribuída pelo ministro à eleição de Donald Trump nos Estados Unidos. “A gente importa gasolina e diesel, então, isso tem reflexo no preço. Agora, de novo, compara com o preço de dois anos atrás: o preço hoje da gasolina e do diesel no posto está mais baixo do que dois anos atrás”, respondeu.

Questionado sobre a insatisfação da população em torno do custo de vida e da urgência para que as ações do governo sejam sentidas, Haddad voltou a criticar os números da gestão Bolsonaro. “Em quanto estava a taxa de desemprego dois anos atrás? Quanto estava a taxa de inflação dois anos atrás? Quanto estava o salário mínimo dois anos atrás? Eu não estou pedindo para lembrar de coisas de dez, vinte anos atrás. Estou pedindo para lembrar coisas de dois anos atrás”, disse.

O ministro ainda completou: “Obviamente, eu estou aqui reconhecendo, e o Partido dos Trabalhadores é o primeiro a reconhecer, que nós temos muito a fazer, muito a recuperar do que foi destruído”. Ele defendeu que não estava fazendo “propaganda de números aleatórios” sobre os resultados do governo.

“É a menor taxa de desemprego, é a maior geração de empregos em dois anos, é o maior crescimento em dois anos dos últimos dez anos. Agora, tem muito para fazer, obviamente”, disse e complementou: “Não vai faltar energia do presidente Lula para nos exigir, nós que somos colaboradores dele, a entregar mais e chegar o ano que vem com um país muito melhor do que ele recebeu, que é o compromisso dele”.