O relator do projeto de lei do Combustível do Futuro, deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), espera fechar nesta terça-feira, 5, um texto negociado entre Câmara, governo e os setores envolvidos, dos biocombustíveis ao setor automotivo.
O parlamentar concedeu uma entrevista exclusiva para o Político EPBR na última sexta-feira, 1º, em que reforçou sua posição de não incluir o diesel coprocessado – em que óleos vegetais são processados junto com o petróleo na refinaria – no mandato do biodiesel.
“Não colocarei o diesel coprocessado. Não por nenhum preconceito. Esse projeto trata dos biocombustíveis, do combustível do futuro. Então eu acho que não era o processo adequado”, disse Jardim.
Ele completa: “Acho que a indústria, no caso, o próprio IBP (Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás), tem que continuar com seus questionamentos. Já fiz vários encontros, algumas coisas adequei no projeto, outras estou disposto a adequar, desde que não comprometa aquilo que é a minha convicção”.
O relatório prevê a ampliação da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel para 20% até 2030, com margem de até 2 pontos percentuais, definida pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).