2ª Geração

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Combustível de cana pode abastecer voos da Gol durante a Copa do Mundo


NovaCana - Publicado: 25 Out 2013 - 10:36 | Atualizado: 25 Out 2013 - 14:28
Depois de realizar o primeiro voo comercial movido a biocombustível – bioquerosene feito a partir de óleo de cozinha – na última quarta-feira (23), a Gol pretende que 200 voos operados durante a Copa do Mundo sejam feitos com combustível renovável, além de o início de uma rota diária com a presença de um carburante mais sustentável.

Para isso, a companhia aérea estabeleceu uma parceria com a empresa de biotecnologia Amyris, que transforma o caldo de cana em farnaseno, uma molécula de 15 carbonos usada na produção de biocombustíveis, como o diesel de cana, e emoliente para a indústria de cosmético.

De acordo com reportagem da Bloomberg,  o vice-presidente da Amyris, Joel Velasco, declarou: "O primeiro desafio é conseguir aprovação para o biocombustível", o qual passará por avaliação da Sociedade Americana de Ensaios e Materiais. "Daí precisamos chegar a um acordo comercial".

A expectativa é que a aprovação da Sociedade Americana de Ensaios e Materiais saia até dezembro e que a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis autorize o uso do combustível até fevereiro de 2014.

"A Gol apoia todas as iniciativas que ajudem a fazer com que a aviação brasileira seja mais sustentável", disse o presidente da companhia, Paulo Kakinoff.

Participante do projeto Céus Verdes do Brasil, a empresa afirma ter ajudado a reduzir as emissões de gases do efeito estufa (GEE) em aproximadamente 30 mil toneladas no último ano, devido a iniciativas de economia de combustível. O uso do biocombustível produzido pela Amyris pode, de acordo com análises, ajudar a diminuir em 80% as emissões de GEE.

A falta de autorização para uso do biocombustível não é, porém, o único fator que dificulta o uso. Pesa também o custo do produto, que conforme a Gol chega a ser quatro vezes mais caro que o querosene de aviação, hoje custando cerca de R$ 2,40 o litro, sendo que a companhia pode demandar até 80 mil toneladas de combustível renovável (considerando uma mistura de 10%).

Além disso, será necessário construir estrutura logística para garantir o fornecimento do biocombustível nos aeroportos.

Vivian Faria – novaCana.com
Com informações do Valor Econômico