Etanol: Mercado

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Combustíveis fósseis são alavanca para transição no Brasil, afirma Eurasia Group

O CEO da consultoria, Ian Bremmer, diz que Brasil está mais bem posicionado para se tornar uma economia de baixo carbono do que países desenvolvidos


EPBR - Publicado: 30 Jan 2024 - 09:32

A produção de combustíveis fósseis é uma alavanca para garantir a transição energética no Brasil e no mundo, afirmou o CEO da consultoria Eurasia Group, Ian Bremmer, durante o lançamento do B20 Brasil, fórum de diálogo empresarial do G20, nesta segunda-feira, 29, no Rio de Janeiro (RJ).

O executivo ressaltou que o Brasil está mais bem posicionado para se tornar uma economia de baixo carbono do que países desenvolvidos, pois é uma superpotência verde e “tem muitos recursos em um momento em que o mundo precisa de recursos”.

“A produção de combustíveis fósseis é uma alavanca no Brasil. Terá um custo, terá pressão, mas será uma alavanca. Também para o mundo desenvolvido, para assegurarmos que mais recursos, mais capital sejam alocados para essa transição”, disse.

Avanços na legislação

Segundo Bremmer, os desafios para essa transição estão nas mudanças regulatórias necessárias para incentivar o desenvolvimento desses novos mercados e, ao mesmo tempo, manter os diferenciais do país, como a biodiversidade.

“Para mim, as questões-chave estão nesse lado positivo da agenda. O Brasil terá sucesso na criação de um mercado de créditos de carbono? A legislação necessária para regular o hidrogênio verde, os biocombustíveis e eólica offshore, junto com o progresso no desmatamento?”, questiona.

O ponto negativo, segundo o especialista em risco político, é a dificuldade para lidar com a desinformação e seus efeitos sobre a estabilidade política, um problema comum a vários países, especialmente os EUA.

Segundo Bremmer, o Brasil deve investir em seu capital humano, para recuperar o tempo perdido em relação aos países mais ricos e desenvolver as capacidades necessárias para aproveitar as novas revoluções tecnológicas, como o avanço da inteligência artificial.

“Está acontecendo muito rápido. E eu conversei com pouquíssimos líderes no Brasil que realmente entendem o momento da IA enquanto uma tecnologia atualmente. Com certeza eu estou aqui com a cabeça girando com essa discussão”, afirma.