Os destaques sobre o preço do etanol na semana de 26 de abril a 2 de maio:

Na média nacional, o preço médio da gasolina caiu 1,58% e o do etanol, 1,40%
Com isso, o valor do combustível renovável correspondeu a 67,9% do preço de comercialização do fóssil
Nos estados, o consumo de etanol segue economicamente vantajoso para os motoristas de São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso
O preço do etanol nos postos caiu em 20 estados e subiu em seis e no Distrito Federal
Nas usinas, o renovável voltou a cair em Mato Grosso e Goiás, mas subiu em São Paulo
O cenário de quedas nos preços dos combustíveis não tem registrado grandes variações ao longo das últimas semanas. O contexto atual, que envolve uma redução mundial na demanda, faz com que a tendência seja baixista.
Porém, a diferença entre as variações dos valores do etanol e da gasolina pode ter algum reflexo na opção dos consumidores – pelo menos, daqueles que ainda estão circulando.
De acordo com os dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), na semana de 26 de abril a 2 de maio, a relação entre os valores dos dois combustíveis ficou em 67,9% – favorável ao etanol por estar abaixo do limite energético comercialmente estabelecido de 70%.
Na comparação com a análise anterior, o índice teve um aumento de 0,15%, o primeiro em quase dois meses. Esta variação se deve à maior queda para a gasolina do que para o etanol.
Enquanto o preço médio do renovável nos postos passou de R$ 2,705 por litro para R$ 2,667/l, uma redução de 1,4%, seu concorrente fóssil foi de R$ 3,992/l para R$ 3,929/l, uma queda de 1,58%.
Com essas quedas, o etanol segue batendo recordes baixistas desde setembro de 2018, enquanto a gasolina atingiu o menor patamar desde outubro de 2017.

De acordo com os dados da ANP, na semana de 26 de abril a 2 de maio, o preço médio do etanol diminui nos postos de 20 estados e subiu no Distrito Federal, em Goiás, no Rio de Janeiro, no Espírito Santo, na Paraíba, no Acre e no Amapá. Já a gasolina só registrou aumento no Amapá.
Neste cenário, o consumo do biocombustível segue economicamente vantajoso para os motoristas de Goiás, São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso.

Em São Paulo, estado que mais produz e consome etanol no país, o biocombustível caiu 1,88%, chegando a R$ 2,455/l, o segundo menor valor da análise. Como a gasolina teve uma redução menor, de 1,51%, a relação entre os preços caiu para 64,8%, tornando o renovável ainda mais competitivo.
Com a queda de 1,68%, Mato Grosso segue com o menor valor para o renovável da análise: R$ 2,454/l. Como o preço da gasolina caiu 1,89%, a relação entre os valores dos combustíveis subiu para 62,9%; ainda assim, o estado segue com o etanol mais competitivo do país.
Já em Minas Gerais, o etanol teve uma redução de 1,93%, chegando a R$ 2,74/l. Porém, com a queda de 2,02% para a gasolina, a relação entre os preços subiu novamente, chegando a 66,5%. O valor ainda é favorável para o biocombustível.
Em Goiás, o etanol apresentou um aumento de 1,17%, enquanto a gasolina caiu 1,08%. Desta forma, a relação entre os valores subiu para 66,1%, ainda favorável ao biocombustível.
No Paraná, o etanol caiu 1,96% – a terceira maior queda da análise – e a gasolina, 2,6%. Desta forma, a relação entre os preços subiu para 73,1%, ainda acima do limite considerado favorável para o biocombustível.
O estado apresenta o segundo indicador mais alto dentre os seis grandes produtores. O primeiro, Mato Grosso do Sul, chegou a 77,9% na análise mais recente.

Os preços do etanol e da gasolina por região, estado ou cidade desde 2001 estão disponíveis na planilha interativa (exclusivo para assinantes).
Também estão disponíveis gráficos avançados e filtros interativos sobre o comportamento dos preços.
Na análise mais recente, o valor de comercialização do etanol hidratado caiu nas usinas de Goiás e Mato Grosso, mas subiu em São Paulo.
Com variações constantes nas últimas semanas, o Indicador Cepea/Esalq no estado paulista subiu 2,05% na análise mais recente.
Já em Mato Grosso e Goiás, a queda na cotação do hidratado em relação à análise anterior foi de 1,41% e de 0,08%, respectivamente.
Rafaella Coury – novaCana.com