Os destaques sobre o preço do etanol na semana de 10 a 16 de maio:

Na média nacional, o preço médio da gasolina caiu 0,39% e o do etanol, 1,2%
Com isso, o valor do renovável correspondeu a 66,9% do preço de comercialização do combustível fóssil
Nos estados, o consumo de etanol segue economicamente vantajoso para os motoristas de São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso
O preço do etanol nos postos caiu em 21 estados e no Distrito Federal e subiu em cinco
O renovável voltou a subir nas usinas dos principais estados produtores do país
O afrouxamento nas medidas de isolamento consequentes da pandemia de coronavírus está cada vez maior. Mesmo que os números da doença sigam crescendo, a circulação de pessoas nas grandes cidades do país está aumentando.
O reflexo disso é um crescimento na demanda por combustíveis – ou, pelo menos, uma menor retração. Conforme a Petrobras, maio já registrou uma recuperação: a gasolina apresentou recuo de 40% a 45% nas vendas, versus 65% em abril.
Mesmo com este reaquecimento, os preços seguem em baixa e a relação média entre os preços dos combustíveis nos postos do país ainda é favorável para o etanol. De acordo com os dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), na semana de 10 a 16 de maio, esta relação foi de 66,9%.
O número representa uma queda de 0,89% no indicador entre as análises mais recentes e o afasta ainda mais do limite comercialmente estabelecido como favorável para o biocombustível, de 70%. Este também é o valor mais baixo desde novembro de 2019.
Além disso, o indicador é uma consequência da maior redução no preço do etanol ante a gasolina. Enquanto o renovável passou de R$ 2,579 por litro para R$ 2,548/l, uma queda de 1,2%, o seu concorrente fóssil passou de R$ 3,823/l para 3,808/l, uma variação de -0,39%.
Para o etanol, este é o menor valor desde julho de 2017. Já a gasolina está sendo vendida ao preço mais barato desde setembro do mesmo ano.

De acordo com os dados da ANP, na semana de 10 a 16 de maio, o preço médio do etanol diminuiu nos postos de 21 estados e no Distrito Federal, subindo apenas em Minas Gerais, Pernambuco, Pará, Tocantins e Amapá.
Já a gasolina registrou aumentos em sete estados.
Neste cenário, o consumo do biocombustível segue economicamente vantajoso para os motoristas de Goiás, São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso.

Em São Paulo, estado que mais produz e consome etanol no país, o biocombustível caiu 1,01%, chegando a R$ 2,349/l, o menor valor da análise. Como a gasolina teve uma redução menor, de 0,51%, a relação entre os preços segue diminuindo no estado e chegou a 63,8%, tornando o renovável ainda mais competitivo.
Com uma menor queda, de 0,46%, Mato Grosso apresentou o segundo menor valor para o renovável no período: R$ 2,371/l. Como a gasolina caiu 0,53%, a relação entre os combustíveis se manteve em 63,2% e o estado segue com o etanol mais competitivo do país.
Já em Minas Gerais, o etanol subiu 0,08%, chegando a R$ 2,632/l. Como a gasolina teve uma elevação um pouco maior, de 0,25%, a relação entre os preços voltou a cair, chegando a 65,5%. O resultado favorecendo a competitividade do biocombustível.
Goiás registrou a maior queda do país para o etanol, após duas semanas de aumento: 6,83%. Como a gasolina caiu menos, 2,07%, a relação entre os valores voltou a diminuir e chegou a 66%. Com isso, a competitividade do renovável aumentou, depois de passar uma semana no limite.
No Paraná, o etanol caiu 0,4% e a gasolina, 0,09%. Desta forma, a relação entre os preços diminuiu para 71,6%. O valor ainda está acima do limite considerado favorável para o biocombustível.
O estado apresenta o segundo indicador mais alto dentre os seis grandes produtores. O primeiro, Mato Grosso do Sul, chegou a 78,2% na análise mais recente, acima do limite da competitividade para o renovável.

Os preços do etanol e da gasolina por região, estado ou cidade desde 2001 estão disponíveis na planilha interativa (exclusivo para assinantes).
Também estão disponíveis gráficos avançados e filtros interativos sobre o comportamento dos preços.
Na análise mais recente, o valor de comercialização do etanol hidratado novamente subiu nas usinas de São Paulo, Goiás e Mato Grosso.
Com variações constantes nas últimas semanas, o Indicador Cepea/Esalq no estado paulista subiu 0,77% na análise mais recente.
Já em Mato Grosso e Goiás, o aumento na cotação do hidratado em relação à análise anterior foi de 0,47% e de 0,14%, respectivamente.
Rafaella Coury – novaCana.com