Etanol: Preços

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Combustíveis em alta: Preço sobe nos postos, mas competitividade do etanol se mantém

Biocombustível segue comercialmente favorável em apenas quatro estados do país: São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás


NovaCana - Publicado: 17 Ago 2020 - 11:40

Os destaques sobre o preço do etanol na semana de 9 a 15 de agosto:

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  1. Preço médio da gasolina subiu 0,43% e o do etanol, 0,36%

  • Na média nacional, o preço do renovável correspondeu a 65,4% do valor de comercialização do fóssil

  • O consumo de etanol segue economicamente vantajoso para os motoristas de São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso

  • O preço do etanol nos postos subiu em 15 estados, caiu em 10 e no Distrito Federal, e se manteve no Amapá

  • O renovável novamente subiu nas usinas de Mato Grosso, mas caiu em Goiás e São Paulo


  • Na semana de 9 a 15 de agosto, as variações no preço médio dos combustíveis nos postos de todo o país tiveram pouco impacto na competitividade do etanol.

    Conforme dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a relação entre os preços do biocombustível e da gasolina se manteve em 65,4%. Por estar abaixo de 70%, o valor está dentro da faixa considerada comercialmente favorável para o biocombustível.

    A manutenção do indicador, que não é vista desde janeiro, deveu-se a aumentos similares para ambos os combustíveis. Enquanto o etanol passou de R$ 2,759 por litro para R$ 2,769/l, um acréscimo de 0,36%, a gasolina passou de R$ 4,216/l para R$ 4,234/l, um aumento de 0,43%.

    Com este valor, o etanol segue abaixo da linha dos R$ 3,00, como vem sendo observado desde o final de março, quando a demanda pelos combustíveis começou a cair devido às recomendações de isolamento advindas da pandemia de coronavírus. Ainda assim, este é o maior patamar desde abril.

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    Variação nos estados

    De acordo com os dados da ANP, na semana de 9 a 15 de agosto, o preço médio do etanol registrou aumentos em 15 estados, quedas em 10 e no Distrito Federal, e estabilidade no Amapá. Já a gasolina só apresentou quedas em sete estados e no Distrito Federal.

    Com isso, o consumo do biocombustível segue economicamente vantajoso apenas para os motoristas de Goiás, São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso.

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    Em São Paulo, estado que mais produz e consome etanol no país, o preço do renovável subiu 0,04%, chegando a R$ 2,565/l e mantendo o menor valor da análise. Já a gasolina subiu 0,15%, fazendo com que a relação entre os valores caísse para 63,9%, um resultado favorável para o biocombustível.

    Mato Grosso, por sua vez, registrou um aumento de 0,12% para o renovável, chegando a R$ 2,579/l, o segundo menor valor da análise. Como a gasolina subiu mais, 0,37%, a relação entre os preços caiu para 60,2%, novamente reafirmando o etanol mais competitivo do país.

    Já Minas Gerais registrou um acréscimo de 0,89% para o renovável, que chegou a R$ 2,848/l. Como a gasolina subiu 1,1%, a relação entre os preços caiu para 64,8%, também favorecendo o etanol.

    Goiás apresentou o terceiro maior aumento para o renovável da análise: 2,58%, chegando ao custo médio de R$ 2,82/l. Como a gasolina subiu um pouco menos, 2,15%, a relação entre os valores subiu, mas se manteve favorável ao biocombustível em 63,8%.

    No Paraná, o biocombustível caiu 0,04% e a gasolina, 0,07%. Desta forma, a relação entre se manteve em 70,6%, pouco acima do limite considerado favorável para o renovável.

    O estado apresenta o segundo indicador mais alto dentre os seis grandes produtores. O primeiro é Mato Grosso do Sul, que apresentou uma relação de 72,6% na análise mais recente. O valor, apesar de estar acima do limite da competitividade para o renovável, é o menor visto no estado desde outubro de 2015.

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    Os preços do etanol e da gasolina por região, estado ou cidade desde 2001 estão disponíveis na planilha interativa (exclusivo para assinantes). Também estão disponíveis gráficos avançados e filtros interativos sobre o comportamento dos preços.

    Usinas

    Mesmo com os aumentos registrados no preço médio dos postos dos três principais estados produtores do país, o movimento não necessariamente se repetiu nas usinas.

    De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq-USP, em Mato Grosso, o preço do hidratado nas usinas também subiu, tendo o acréscimo de 1,35% na comparação com a semana anterior.

    Já Goiás e São Paulo apresentaram quedas de 0,12% e 0,73%, respectivamente.

    Rafaella Coury – novaCana.com