Os destaques sobre o preço do etanol na semana de 25 a 31 de março:
O preço do etanol nos postos aumentou em 19 estados, recuou em seis e no DF e se manteve no Amapá
Na média nacional, preço da gasolina aumentou 0,05%, enquanto etanol subiu 0,49%
Preço do etanol correspondeu a 72,6% do valor de comercialização da gasolina, pior relação para o biocombustível desde abril de 2017
No período, foi vantajoso abastecer com etanol apenas em Mato Grosso
A cotação do biocombustível segue aumentando nas usinas de Mato Grosso, mas diminuiu nas de São Paulo e Goiás
Enquanto a média do valor da gasolina tem se mantido estável em 2018, com pequenos aumentos e quedas, o valor médio do etanol tem crescido semanalmente, desvalorizando o biocombustível de acordo com os dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Entre os dias 25 e 31 de março, o preço médio da gasolina teve um aumento de apenas 0,05%, passando de R$ 4,198 para R$ 4,20 por litro – o segundo maior valor do ano.
Na mesma comparação, o preço médio do etanol passou de R$ 3,033 para R$ 3,048, um aumento de 0,49% e o maior valor do biocombustível na série histórica.
Com o maior aumento para o etanol do que para a gasolina, a relação comercial entre eles mais uma vez desfavoreceu o biocombustível. Na média nacional, o preço do etanol correspondeu a 72,6% do valor de comercialização da gasolina nas médias nacionais – superior à paridade comercialmente estabelecida em 70%.
Esse aumento de 0,55% foi o maior em 2018. Assim, a falta de competitividade do biocombustível ultrapassou o recorde da penúltima semana de abril de 2017.

Entre os dias 25 e 31 de março, o preço do biocombustível nos postos aumentou em 19 estados, recuou em seis e no Distrito Federal e se manteve no Amapá pela segunda semana consecutiva. Já o combustível fóssil teve seu preço valorizado em 14 estados e recuou nos outros 12 e no Distrito Federal.

Com essa diferença nas variações, o biocombustível permanece desvantajoso em quase todos os estados brasileiros. A única exceção é Mato Grosso, onde os valores médios do etanol se mantêm vantajosos nos postos desde março de 2017. Ainda assim, o estado teve um aumento de 7,41% no preço do biocombustível entre as duas última análises. Dessa forma, o indicador da relação entre os preços saltou de 62,2% para 66,5%.
Além disso, após 17 semanas positivas, a relação dos combustíveis em Goiás passou a ser de 70,2%, desfavorecendo o biocombustível, que teve um aumento de 2,65% entre as duas últimas análises, enquanto a gasolina aumentou apenas 0,23%.

Os preços do etanol e da gasolina por região, estado ou cidade desde 2001 estão disponíveis na planilha interativa (exclusivo para assinantes). Também estão disponíveis gráficos avançados e filtros interativos sobre o comportamento dos preços.
Nas usinas, o preço do biocombustível aumentou em Mato Grosso, porém reduziu em São Paulo e Goiás. O Indicador Cepea/Esalq do etanol hidratado no estado paulista mostra que sua cotação diminuiu 3,21% em relação à semana anterior, acumulando uma alta de 23% nas últimas 28 análises. É a segunda queda consecutiva no estado.
Por outro lado, no Mato Grosso a alta na cotação do etanol hidratado dura 22 semanas. Na última semana, a elevação do preço foi de 4,31%, número menor do que o da última análise. No período acumulado, a valorização é de 41,4%.
Em Goiás, por sua vez, a cotação do etanol nas usinas apresentou uma diminuição de 0,99% nos preços, quebrando a tendência de aumento das últimas análises. Assim, o acumulado nas últimas 30 semanas é de 39,9%.
Rafaella Coury - novaCana.com